Perto de comemorar 60 anos, em 2012, o Hospital Felício Rocho (HFR) trabalha para crescer. Sua reestruturação inclui a construção de um edifício com 13 andares e dois subsolos, numa área de 15 mil metros quadrados. Serão 170 novos apartamentos, além de ambulatórios, clínicas e serviços ampliados para clientes privados, conveniados e pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, por mês, entre 8 mil e 10 mil pessoas de toda a Minas Gerais são atendidas no hospital, que fica no Bairro Prado, Região Noroeste de Belo Horizonte. Mantido pela Fundação Felice Rosso, entidade privada sem fins lucrativos, o HFR busca levantar recursos de R$ 80 milhões para alcançar título de excelência junto ao Ministério da Saúde.
O médico Pedro Pires Neto, diretor técnico e científico do HFR, está otimista. Há quatro anos em cargo de direção, diz que o Felício Rocho durante muito tempo foi uma das principais referências de bom atendimento na capital e em todo o estado. “Precisamos manter o hospital onde ele sempre esteve”, afirma o gestor. Fundado em 1952, o HFR é considerado de grande porte, com aproximadamente 1,5 mil internações por mês. Conta com 450 médicos efetivos e 1.719 funcionários, além de residentes e estagiários em diversas atividades. Em 2010, foram investidos mais de R$ 10 milhões em equipamentos de alta tecnologia.
“Nossa vontade é de que até o fim de 2013, início de 2014, a gente consiga ter as obras concluídas”, almeja Pedro Pires. “Há cerca de duas semanas, estivemos em Brasília, com nossos três senadores, Aécio Neves (PSDB), Clésio Andrade (PR) e Zezé Perrela (PDT), e recebemos o apoio deles”, diz o diretor do HFR. O médico chama a atenção para a importância de um hospital de excelência em Minas Gerais, a exemplo do Sírio-Libanês e do Albert Einstein, em São Paulo.
Por meio dos recebimentos do SUS, convênios e particulares, o hospital mantèm as contas em dia. Para as ampliações, calcula-se que são necessários cerca R$ 50 milhões para a edificação e outros R$ 30 milhões para instrumentalização.