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Micro-ônibus bate em poste no Parque das Mangabeiras Licitação para renovar frota no Parque das Mangabeiras não tem data previstaVítima de acidente com micro-ônibus no Parque das Mangabeiras receberá indenizaçãoParque das Mangabeiras continua sem transporte interno após acidenteMas a providência não foi suficiente para evitar o acidente com um dos micro-ônibus, quando o veículo perdeu o freio, bateu em um poste e tombou. E ainda alertou para outro problema da área verde: não há posto médico nem de enfermagem no parque. Vinte pessoas ficaram feridas na batida, que teve a sorte como principal aliada para não se transformar em desastre. No Dia da Independência, o parque recebeu 12 mil visitantes, público duas vezes maior do que nos domingos.
Nessa quinta-feira, o ônibus batido, um Mercedes- Benz, fabricado em 1995, único usado no transporte dos visitantes, estava estacionado na garagem do parque, envolto em uma lona preta e à espera da perícia. A Polícia Civil informa que os laudos com as causas do acidente serão concluídos em 30 dias. A principal suspeita é de falha no sistema de freios, segundo relato do motorista.
A direção do parque também promete investigar o caso, mas afirma que a manutenção do ônibus, de propriedade da prefeitura e que sempre foi usado na área verde, estava em dia. “A última revisão foi em março, mas um mecânico do parque sempre fazia o acompanhamento”, disse André, sem deixar de reconhecer a necessidade de substituição dos veículos. “Cinco ônibus foram a leilão em abril, porque não estavam em boas condições.”
Denúncias
Mas bem antes do leilão, em setembro de 2009, o Sindibel já denunciava o estado dos micro-ônibus. O primeiro ofício pedia a manutenção dos veículos e que a vistoria passasse a ser feita pela BHTrans, empresa que administra o trânsito na capital. Isso porque “os veículos do Parque das Mangabeiras estão em precárias condições, correndo risco de acidentes e à saúde dos motoristas”, dizia o documento.
Em março do ano passado, outro ofício cobrava solução e dava mais detalhes do problema, informando sobre mau funcionamento de freios, motores com vazamento de óleo, pneus desgastados e parte elétrica comprometida. “A tragédia poderia ter sido evitada, pois eles já estavam avisados da situação”, afirma o secretário-geral do Sindibel, Israel Arimar.
De acordo com André Funghi, os dois veículos em uso estavam em condições melhores do que os micro-ônibus leiloados. Um deles era usado para o transporte de funcionários e da brigada de incêndio e o outro para o transporte de turistas. A cada hora, o veículo percorria um trajeto de sete quilômetros ligando diversas partes do parque. André ressalta que a orientação aos motoristas, todos terceirizados, era para trafegar a 20 km/h e ter prudência na direção. Outra recomendação era para levar, no máximo, 24 passageiros, todos assentados. Apesar disso, o Corpo de Bombeiros chamou a atenção para a superlotação do veículo, estimando a presença de 30 a 35 passageiros. “Vamos apurar se havia mais gente que o permitido”, rebate o chefe de departamento.
Ao todo, 20 pessoas ficaram levemente feridas no acidente. Destas, 14 foram levadas pelos bombeiros e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a hospitais da capital. Segundo a direção do parque, todas as vítimas receberam alta e passam bem.