A decisão foi criticada pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (Sindepominas), que vai entrar com mandado de segurança junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) contra a resoluçãoO presidente da entidade, Edson José Pereira, classificou a resolução de “aberração jurídica”
“Estamos chocadosEssa resolução vai contra o Código de Processo Penal, que fala que a pessoa deve ser levada para autoridade de polícia mais próximaNesse caso, o militar vai fazer o julgamento ali na hora, na ruaA resolução determina que a pessoa que não comparecer judicialmente após essa notificação poderá ser conduzida coercitivamente à Polícia CivilMas, quem garante que esse suspeito vai ser encontrado? Isso aumenta a sensação de insegurança e impunidade”, afirmaAinda segundo ele, entre os delitos que estão incluídos nesse caso, estão porte ilegal de arma de fogo, furto, direção perigosa e embriaguez ao volante
Atendimento
Uma das justificativas da resolução é tentar minimizar o impacto da regionalização dos plantões nas delegacias do estadoNesse sistema, em vigor deste o início deste ano, há uma centralização dos registros de ocorrências em cerca de 60 delegacias do estadoAlgumas unidades são fechadas às 18h e durante os fins de semana e feriados, quando funciona um esquema de plantãoSegundo o Sindepominas, dos 853 municípios mineiros, 509 não têm delegados de polícia
O secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, admite que a redução do efetivo da Polícia Civil foi um dos fatores considerados durante a elaboração da resoluçãoMas, segundo ele, está havendo um erro de interpretação do texto do documento“A resolução só vale quando não há o autor do crime no caso de infrações leves, quando a consequência é burocráticaSe o criminoso é flagrado, ele é preso”, explicaAinda segundo Andrada, a Resolução Conjunta número 148/2011 visa a segurança da população, principalmente nas cidades do interior do estado
“Considerando um delito desse tipo ocorrido em um município pequeno e distante de uma cidade polo , não é razoável tirar o policiamento da rua para fazer uma viagem a fim de registrar uma ocorrência de menor potencial