Jornal Estado de Minas

Lei Seca convoca velho conhecido para campanha educativa

Famoso por dirigir embriagado, Elisson vai aos bares junto com policiais para conscientizar

Landercy Hemerson

Empresário que ficou famoso ao declarar que "bebi, bebi. bebi" participa de campanha educativa - Foto: Túlio Santos/EM/D.A.Press


Dezenas de motoristas que bebiam num bar no Prado, Oeste da capital, foram surpreendidos ontem à noite numa operação de cadetes da Academia da Polícia Militar (APM)Não houve apreensões ou multas, já que não estavam ao volantePorém, foram alertados sobre os riscos de dirigir sob efeito de bebida alcóolica, já que a ção teve como objetivo a conscientizaçãoA iniciativa faz parte do projeto da instituição, denominado Academia do CidadãoEnquanto isso, nos principais corredores da capital, eram realizadas blitzes, em que condutores infratores flagrados no bafômetro (etilômetro), além da apreensão da carteira de habilitação, eram multados em R$ 957,70


Confira galeria com imagens da ação


A operação da APM se concentrou no bar Churrasquinho do Luizinho, na esquina da Avenida Francisco Sá com Rua AmetistaE como forma de atrair a atenção dos clientes do estabelecimento, os organizadores da campanha apostaram em duas frentes: De um lado, o comerciante Elisson Alain Miranda, de 42 anos, que ficou conhecido pela confissão “bebi, bebi, bebi”, depois de quatro prisões por dirigir embriagadoDo outro, a aposentada Maria de Lourdes Rocha, de 80, atropelada por um motorista que, segundo ela, teria bebido.

“Esta é uma oportunidade de falar algo positivo aos motoristas que estejam bebendoMeus erros custaram minha carteira de motoristaMas poderia ter custado a minha vida e de outras pessoas”, destacou MirandaO comerciante contou que ao saber da ação educativa da APM decidiu procurar os organizadores e se ofereceu para participar

“Estou de alma lavada”, resumiu ao final da operação, em que ele realizou até um teste de bafômetro

Maria de Lourdes, por sua vez, disse que sua expectativa é de que a campanha contribua para que outras pessoas não sejam vítimas de acidentes como o que a deixou numa cadeira de rodasA promotora de vendas Maíra Tatis, de 35, aprovou a iniciativa“Se eu bebo, pego uma carona, peço meu marido para me buscarAcho oportuna ações como essas, que servem de alerta”.

As amigas Raquel Dias, de 30, e Janaína Santos, de 31, também concordaram sobre a necessidade de campanhas educativas“Os homens, principalmente, acham que beber é sinônimo de autonomia”, sugeriu Raquel“As próximas gerações, talvez, possam estar mais atenta aos riscos da bebida e direção”, prevê JanaínaO vendedor Sérgio Albuquerque, de 46, contou que aos 20 anos se envolveu em um acidente depois de beber“Quando jovem não pensamos muitoGraças a Deus não aconteceu o pior
Por isso acho válidas essas campanhas”.