Henrique Braga (PSDB) afirma que a ideia não tem nexo“Não é possível nem a fiscalizaçãoAinda mais com a Copa do Mundo, é um absurdo”, criticouMembro da Comissão da Copa do Mundo na Câmara, o ex-jogador Heleno de Abreu Oliveira (PHS), que admite não ter se dado conta da tramitação do projeto, apesar de ter passado pelo plenário, põe em xeque a tese de que o uso de camisas de equipes de futebol motiva conflitos“Existem dados da polícia que comprovam isso? Nós, enquanto legisladores, não podemos ir pelo empirismoTemos de ter dados concretos”, acrescentouEle qualificou o projeto como “um equívoco”.
O vereador Iran Barbosa (PMDB) endossou o coro contra a iniciativa, que avalia como desnecessária“As pessoas não vão poder usar a camisa do time em dia de jogo, em um bar?”, questionou
Liberdade
Também membro da Comissão da Copa do Mundo, o vereador e vice-presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepomuceno (PSB), afirmou que vai trabalhar para que a proposta não seja aprovada em segundo turnoDe acordo com o socialista, a medida, apesar de ter passado pela Comissão de Constituição e Justiça, é inconstitucional por ferir o direito de liberdade expressão“ O problema da segurança pública é de responsabilidade do Estado”, argumenta.
Autor do projeto, o vereador Reinaldo Gomes de Souza, o Preto do Sacolão, diz ser torcedor, usar a camisa de seu time, mas alega preocupação com a segurançaPara ele, muitos colegas não votarão a favor do projeto devido à repercussão negativa na imprensa“ Sempre quando existe aqui um projeto que trata de proibição, temos conflitosSe o Estado não consegue dar a segurança que o cidadão precisa, nós temos ferramentas para isso ”, defendeu.
A proposta, aprovada em primeiro turno em votação simbólica, volta para as Comissões da Casa e pode retornar à pauta ainda nessa semanaEla proíbe que pessoas vestidas com camisas de clubes de futebol nacionais ou estrangeiros, e até de seleções, circulem em ambientes com mais de 300 pessoas.