Gustavo e Alessandra foram encontrados mortos no dia 17 de março, no quarto da pousada, depois de terem sido dados como desaparecidos, já que não tinham comunicado à família sobre o destinoEles haviam se hospedado na Estalagem do Mirante dois dias antes e, segundo familiares, comemoravam um ano de namoroDe acordo com a perícia do Instituto Médico Legal, as mortes teriam ocorrido entre 22h e 0h do dia 16 e, conforme o laudo de necropsia, havia altos níveis de monóxido de carbono no organismo do casal, indicando que possivelmente desmaiaram ao inalar o gás proveniente da lareira, até morrerem
Mesmo tendo sido avisados de que o laudo de engenharia seria mais demorado, familiares já sentem o desconforto da esperaAo relatar que tenta cicatrizar a ferida deixada com ausência do filho, a mãe de Gustavo, a advogada Solange Silva Ribeiro, de 53 anos, clama por justiça“Esperamos pelo resultado porque queremos saber quem foi o responsávelComo mãe, apelo para que ele seja aceleradoA demora só estende nosso sofrimento”Com olhos cheios de lágrimas ela relembra doces momentos com o filho e a nora e afirma ser injusto o fato de terem pago pela falha de outras pessoas.
Aviso prévio
Lúcia afirma que reclamações sobre a lareira já ti-nham sido relatadas a funcionários da pousada“Sabemos que outras pessoas passaram por situação semelhante, mas conseguiram perceber o gás e abrir as janelas Elas avisaram a pousada, mas nada mudou”, criticaPara ela, houve descuido do estabelecimento“Se existe falha humana, tem que ser corrigidaAlguém tem que ser responsávelEmbora isso não vá reverter o quadro, serve como exemplo para que não ocorra com outras famílias”
A voz trêmula ao falar da relação terna e amigável que mantinha com a filha sinaliza a tristeza que Lúcia enfrenta
Defesa
De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, a delegada da Delegacia de Homicídios Sul, Elenice Cristine Ferreira, que preside o inquérito, está em férias e somente ela poderia falar sobre o assunto
O Estado de Minas fez contato com o advogado responsável pela defesa da pousada, mas ele não atendeu o telefone nem retornou a ligaçãoNa época, o estabelecimento alegou que tinha funcionários especializados na manutenção da lareira e que nos quartos havia cartilha orientando sobre o uso seguro do equipamento