Dois dos três ex-guardas municipais que se acorrentaram em frente ao prédio da Prefeitura de Belo Horizonte, no Centro, permanecem no local nesta quarta-feiraRenato Rodrigues da Conceição, Wellington José Nunes Cesário e Anderson Acássio chegaram ao local na noite de terça-feira, prometendo ficar por lá, em greve de fome, pelos próximos três dias De acordo com a assessoria de imprensa da Guarda Municipal de Belo Horizonte, Anderson deixou o protesto, mas ainda não se sabe o motivo
A manifestação foi provocada pela demissão de Wellington, até então presidente da Associação de Guardas Municipais da Região Metropolitana de Belo Horizonte, publicada na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Município, assinada no dia anterior pelo prefeito Marcio LacerdaO presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado Durval Ângelo, conversou ainda na terça, por telefone, com os manifestantesConforme a assessoria de imprensa do parlamentar, ele prestou solidariedade aos ex-guardas e disse que pretende recebê-los durante uma reunião da comissão da Assembleia na próxima semanaAinda segundo a assessoria, os três já teriam conversado com os deputados em outra ocasião
Entenda o caso
De acordo com Renato Rodrigues, eles teriam sido demitidos acusados de realizar movimentos reivindicatórios, denegrindo a imagem da Guarda Municipal, quando o que querem, segundo ele, é valorizar e proteger a instituição“O Wellington foi demitido porque vinha denunciando diversas irregularidades na Guarda, como desvios de verbas e nepotismoEu fui demitido duas vezes: uma em 2009, acusado de partidarismo político, porque apoiava a candidatura do Leonardo QuintãoProcurei a imprensa e a Câmara Municipal e quando Lacerda assumiu fui readmitidoPorém quatro meses depois fui demitido novamente”, conta Renato Rodrigues da Conceição
Por meio de sua assessoria, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana e Patrimonial (SMSEG) esclareceu que Renato, Anderson e Wellington foram demitidos depois de sofrerem processos administrativos decorrentes de faltas cometidas no exercício de suas funçõesTais falhas, que seriam de conduta, não foram detalhadas à reportagem, mas foi garantido que os três tiveram direito à ampla defesaSobre as denúncias apresentadas pelos ex-guardas de que haveria desvio de verbas e nepotismo na Guarda Municipal, a assessoria da SMSEG afirmou que são infundadas e levianasAlém disso, foi informado que a Guarda Municipal já abriu um procedimento para verificar o desvio do fardamento usado pelos três durante o protesto, uma vez que as fardas foram devolvidas por eles quando demitidosA instituição teria acionado a Polícia Militar nesta noite para averiguar o uso indevido dos uniformes
(Com informações da Daniel Silveira)