Integrante da Federação Nacional dos Ferroviários e presidente do Sindicato de Belo Horizonte, Edna Bezerra afirma que as ferrovias passaram a ser um problema depois do desenvolvimento das cidades em seu entorno
O presidente do Sindicato dos Ferroviários de Conselheiro Lafaiete, Paulo Adriano Pereira, que atua na área onde houve o acidente com o ônibus escolar, diz que cancelas e avisos sonoros são instalados só em algumas cidades e lembra que o Código Nacional de Trânsito prevê falta gravíssima para o motorista que não respeitar um cruzamento com linha férrea
“Sei que há problemas nas condições das passagens de nível, como o trilho alto, por falta de brita, que faz com que o veículo demore a passar, como se estivesse subindo um meio-fio, mas a falta de um segundo maquinista, como existia antes da privatização, também é um problema”, avalia Paulo Adriano
A MRS informou que 340 passagens de nível ficam em sua faixa de domínio, em 43 municípios mineirosLevantamento recente, segundo Paulo Adriano, mostra que a empresa considera 100 pontos críticos nos três estados onde atua – Minas, Rio de Janeiro e São PauloDe acordo com Sérgio Carrato, gerente da MRS, a empresa está fazendo recadastramento das passagens de nível oficiais para avaliação do risco em cada uma delas e necessidade da instalação de mais equipamentos de segurança
A empresa instalou câmeras de segurança em cruzamentos com a linha férrea em Juiz de Fora, equipamento que flagra diariamente o desrespeito e imprudência de motoristas e pedestresA MRS também criou o projeto Limpa Trilhos, que usa motociclistas nos trechos de Congonhas e Conselheiro Lafaiete para retirar a população da via, pouco antes da aproximação da locomotiva
Já na Estrada de Ferro Vitória a Minas, a Vale informou que há 126 passagens de nível, todas sinalizadas com a cruz de Santo AndréOs acessos mais movimentados, geralmente em centros urbanos, segundo a assessoria de imprensa da empresa, possuem cancela, aviso sonoro e campanhas permanentes de conscientização à população.