"Alguns manifestantes ameaçaram invadir, mas foi um caso isolado", afirmou Victor do Carmo, um dos organizadores do eventoIntegrante do movimento pela descriminalização da maconha, Victor disse que ele e outros representantes da chamada "marcha da maconha" se retiraram quando alguns manifestantes fecharam uma via de acesso à Praça da Liberdade - ponto final da passeataO trânsito na região ficou bastante complicado.
Segundo a PM, cerca de 800 pessoas participaram do ato na capital mineiraOs organizadores falaram em 1,3 mil manifestantes.
Combate à violência
As centenas de mulheres participantes da Marcha das Vagabunda seguiram o exemplo de outras cidades do Brasil e do exteriorCom saias curtas, shorts, vestidos e batons vermelhos, elas chamaram atenção para o fato de que, muitas vezes, as mulheres são estupradas e violentadas e, embora sejam vítimas, são acusadas de terem provocado a agressão sexual“A marcha é para mostrar que meu decote e vestido curto não são motivos para me estupraremO corpo é meuEncosta nele quem eu quero”, disse a estudante de ciências sociais Nathalia Ferreira, de 18 anos.
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Com batucada, cartazes coloridos, os manifestantes se concentraram na praça da Estação, seguiram pelo Centro em direção à Praça da Liberdade, onde se juntou à Marcha da Liberdade, que defende a discriminalização do uso da maconhaNa quarta-feira, os oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram unânimes em liberar as manifestações pela legalização das drogas.
Marcha de Liberdade
Participantes da chamada Marcha da Liberdade, em Belo Horizonte, aplaudiram neste sábado a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou as manifestações públicas em favor da maconha"A marcha da liberdade surgiu da repressão à marcha da maconha e da violência em São PauloÉ uma forma de estarmos comemorando a vitória na quarta-feira (quando ocorreu a decisão do STF)Estamos comemorando em grande estilo o nosso direito de expressar", afirmou o gerente administrativo, Victor do Carmo, 30 anos, um dos organizadores da manifestação.
"O direito de liberdade da manifestação do pensamento é muito claro na Constituição e que o STF fez foi ter uma interpretação até muito literal do texto constitucionalO que espanta é que os juízes tenham proibido em algum momento essa marcha da maconha
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