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Estado de Minas

Gêmeas siamesas travam batalha pela vida


postado em 15/06/2011 06:00 / atualizado em 15/06/2011 06:21


As gêmeas siamesas Vitória e Viviane, nascidas na quinta-feira em Timóteo, no Vale do Aço, e internadas no CTI infantil da Santa Casa de Belo Horizonte, são portadoras de cardiopatia congênita complexa, de acordo com boletim divulgado ontem e assinado pela médica Ana Adalgisa de Borges. Segundo o documento, o quadro delas é estável: “respiram espontaneamente, recebem oxigênio por catéter nasal e dieta por sonda, mantendo as funções fisiológicas preservadas”. A direção da instituição faz outros exames e prefere não confirmar ainda que as meninas teriam nascido com apenas um coração, conforme revelou ao Estado de Minas o pai das crianças, o pintor de paredes Renato Bragança, de 23 anos, morador de Coronel Fabriciano, no Vale do Aço. A mãe das meninas, de 17 anos, mora há três anos com Renato.

Vitória e Viviane nasceram por volta das 23h de quinta-feira no Hospital e Maternidade Vital Brazil (HMVT) – São Camilo e são o primeiro caso desse tipo na história do Vale do Aço. Estima-se que a probabilidade de ocorrência do caso é de 1 em cada 40 mil nascidos e de 1 em cada 290 gêmeos, sendo que, em casos de siameses, a chance de óbito no nascimento é de 50%. A má-formação congênita de gemelares ocorre quando mais de um feto do mesmo sexo compartilha um único óvulo que, no momento da divisão celular, sofre alterações que podem resultar na unificação de membros ou órgãos. Este é o 28º caso de gêmeos siameses trazidos para avaliação ou cirurgia na Santa Casa de BH.

O obstetra Guerino de Marta, do HMVB – São Camilo, fez a cesariana e não tinha conhecimento de que a jovem estava grávida de siamesas. “A paciente chegou ao hospital sem os exames básicos de pré-natal e sem ter feito ultrassonografia, muito menos exames de sangue. Fiz o toque ginecológico e verifiquei que a criança estava em posição sentada, o que nos levou a fazer a cesariana como se fosse de apenas um bebê”, explica o obstetra. O certo era que durante a gestação, com todos os exames, a mãe fosse encaminhada a um centro médico especializado para as providências necessárias.


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