Em 2009 o projeto evoluiu e passou a ser adotado em pacientes que tiveram derrameNestes casos, passaram a ser usadas órteses da mão e do cotovelo“A luva ajuda o cérebro do paciente a reconectar o controle do braçoNo caso de pacientes que tiveram derrame, é indicado que seja usada em clínicas junto com a fisioterapeuta”, afirma Marcos Pinotti, coordenador do LabbioÓrteses são dispositivos ortopédicos destinados a alinhar, prevenir ou corrigir deformidades ou melhorar a função das partes móveis do corpo.
Segundo Pinotti, a luva já foi usada em 10 pacientes com derrame, que apresentaram recuperação adequadaEla é feita com polímero termomoldável e material antialérgicoPersonalizada, ela é moldada no paciente“É leve e os pacientes gostam de usar”, observa PinottiA órtese de mão é composta por três módulos principais: uma luva, um músculo artificial eletromecânico e um módulo de controle
A luva robótica é fruto de um trabalho multidisciplinar do professor Pinotti com engenheiros, médicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionaisO projeto já foi patenteado e agora está em fase de aperfeiçoamento para ser colocado no mercado.
Corantes As 38 patentes de produtos foram desenvolvidas no Labbio com a ajuda de professores e alunosAtualmente está em curso o projeto do corante para desinfecção de micro-organismos, chamado de terapia fotodinâmicaOs corantes são extraídos de matérias-primas do cerrado de Minas Gerais e usados para fazer a desinfecção de bactérias e fungosOs experimentos iniciais foram feitos para as áreas de gengivas, mas começam a ser desenvolvidos também para a dermatologia.
Com a ajuda de um aparelho que emite luz, o corante é colocado no lugar infectado e assim penetra na bactéria e no fungoDepois disso, são gerados radicais livres, que dentro da bactéria provocam uma reação que faz com que ela morra“Provoca o suícidio da bactéria”, explica PinottiO produto está sendo desenvolvido pela AptivaLux, em parceria com a UFMG, a Hipofarma e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).