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Estado de Minas

Escola de Engenharia da UFMG foca na modernização dos cursos


postado em 11/06/2011 07:00 / atualizado em 11/06/2011 07:03

Câmpus na Pampulha: ideia é ultrapassar paredes das salas de aula e desenvolver projetos para o bem-estar da população(foto: Euler Junior/EM/D.A Press)
Câmpus na Pampulha: ideia é ultrapassar paredes das salas de aula e desenvolver projetos para o bem-estar da população (foto: Euler Junior/EM/D.A Press)

Ensino focado em projetos. Essa é uma das metas de readequação pedagógica da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para os próximos anos. A escola, que completou um século de história em 21 de maio, quer ampliar a presença de seus projetos de tecnologia e inovação no mercado e fazer um ensino mais focado nas habilidades dos alunos.

“Queremos evitar que nossos projetos fiquem guardados nas prateleiras e virem museu. Desenvolvemos importantes tecnologias que podem ajudar no bem-estar da população, mas é preciso transferir esse conhecimento”, afirma Benjamim Rodrigues de Menezes, diretor da Escola de Engenharia. Os departamentos da escola são equipados com modernos laboratórios e desenvolvem atualmente mais de 60 linhas de pesquisa, que recebem suporte das principais agências de fomento nacionais e internacionais. A escola tem hoje cerca de 350 projetos de extensão em desenvolvimento no Centro de Extensão (Cenex).

Os projetos desenvolvidos dentro da escola por alunos e professores são feitos em parceria com empresas dos mais diversos segmentos, como Cemig, Petrobras, BHTrans, laboratórios médicos, indústrias de calçados, automotivas, mineradoras, siderúrgicas e construtoras. “Um dos nossos desafios é transformar o conhecimento em riqueza. Queremos diagnosticar quais são os projetos potenciais que podem ser viabilizados como produto ou empresa”, ressalta Menezes.

Dentro da comemoração do centenário da escola, vale destacar o seminário que vai discutir o engenheiro do futuro, previsto para acontecer em 25 de agosto. A escola vai trazer dois diretores de faculdades de engenharia dos Estados Unidos que implementaram uma forma inovadora de ensinar a profissão através de projetos. Um deles é Richard Miller, da escola Franklin W. Olin College, em Needham (Massachusetts-EUA). A escola, que conta com cerca de 400 alunos de graduação, tem uma estrutura diferente da tradicional nos projetos de formação dos engenheiros. “Desde o início do curso a escola trabalha com os alunos a orientação para projetos. Ela treina a capacidade dos estudantes de resolver problemas. É isso que o engenheiro precisa”, afirma Alessandro Fernandes Moreira, vice-diretor da Escola de Engenharia da UFMG.
Essa forma de ensino, na avaliação de Moreira, leva os alunos a se sentirem mais motivados, pois desde cedo têm contato com os problemas gerais da engenharia. “Mas aulas de matemática e física são mais difíceis de trabalhar dessa forma, pois são teóricas e não têm conexão clara com os problemas reais da engenharia”, observa o vice-diretor.

Outro palestrante que fará parte do seminário das comemorações do centenário é David Goldberg, diretor do Ifoundry, em Urbana-Champaign (Illinois-EUA). O instituto pratica modelo semelhante ao de Olin, mas em uma universidade maior. “A maior dificuldade de ter um modelo semelhante na UFMG é pelo fato de termos uma escola mais consolidada e com mais alunos, são quase 7 mil estudantes”, observa Moreira. Ele afirma que a meta da direção da escola é criar um ambiente que aponte para a evolução da formação do engenheiro, agregando inovação tecnológica e empreendedorismo.

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