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Estado de Minas

Empreiteiro foi friamente assassinado e queimado


postado em 22/03/2011 12:08 / atualizado em 22/03/2011 15:37

Além de Adão Sílvio Santos, outras 10 pessoas são investigadas por envolvimento no crime(foto: Marcelo Santan/EM DA PRESS)
Além de Adão Sílvio Santos, outras 10 pessoas são investigadas por envolvimento no crime (foto: Marcelo Santan/EM DA PRESS)
Um crime macabro que começa a ser desvendando pela Polícia Civil. As investigações mostram que o empreiteiro Sebastião Maximinio Santos, de 52 anos, desparecido desde o dia 9 de janeiro, foi sequestrado, asfixiado, torturado e friamente executado. O corpo do arquiteto foi encontrado no dia 21 de janeiro na Zona Rural de Ravena, em Sabará. Região Metropolitana de BH. Somente nesta terça-feira os exames de DNA confirmaram que o corpo era dele. Depois da tortura, Sebastião foi queimado num esquema chamado micro-ondas, uma pilha de pneus onde os criminosos colocam a vítima e jogam fogo.

O principal suspeito do crime é o pedreiro Adão Sílvio Santos, de 49 anos, que trabalhava para a vítima. Segundo a delegada Cristina Coeli, além do empregado, outras 10 pessoas são investigadas por envolvimento na morte. Três mandados de prisão já foram expedidos para suspeitos que são pessoas próximas ou da família de Adão.

A polícia acredita que Sebastião tenha sido assassinado entre 19 ou 20 de janeiro. O corpo foi encontrado em estado intenso de carbonização e só foi identificado com exames. Um problema de coluna que o empreiteiro tinha, ajudou a confirmar que o corpo era dele por causa de uma análise feita em ossos da vitima.

Segundo a delegada, desde o dia da morte, Adão tomou posse da vida de Sebastião. Ele passou a usar documentos da vítima, a dirigir o carro e contratar empregados para as obras. No dia 4 de março, o suspeito foi preso na casa do empreiteiro, no Bairro Ana Lúcia, em Sabará. O carro da vítima já estava no nome de Adão. A polícia não sabe se o empreiteiro foi torturado para assinar a transferência do veículo ou se a letra de Sebastião foi falsificada.

Adão foi indiciado por extorsão mediante a sequestro seguido de morte. Ele continua insistindo na versão de que Sebastião deu a ele o poder de administrar os bens. O acusado nega a extorsão, mas confessa que tomou posse de tudo depois do sumiço do arquiteto.

Confira a reportagem da TV Alterosa


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