No dia 11, a porta da Saga foi palco de um tiroteio, mas sem morte. Em 2009, um outro rapaz também morreu baleado no local. Ironicamente, a boate fica a 153 metros da 4ª Companhia do 1º Batalhão de Polícia Militar, localizada na Rua da Bahia.
A universitária R.R.S., 23 anos, mostrou-se ontem indignada e assustada com os fatos. Ela se mudou para um prédio vizinho da boate no dia 11 e acordou com o tiroteio. Na madrugada de ontem, foi novamente despertada pelos tiros, que mataram Renato. “Em uma semana presenciei dois atos de violência com armas de fogo. Não sei a quem recorrer. Acho que a municipalidade tem de tomar providências”, disse.
Um casal que mora pouco abaixo do local disse que tráfico de drogas e cenas de bebedeiras, desordem e muito barulho são constantes nas noites de sexta-feira e sábado nas proximidades da boate. “Já pensamos em dormir na casa da minha filha, mas também não podemos deixar de lutar pela nossa tranquilidade”, disse a senhora que, como os outros vizinhos, pediu para não ser identificada. A Saga tem alvará de funcionamento, mas nenhum responsável foi localizado para falar sobre os tiroteios. A Polícia Militar informou que o policiamento é normal na região. Ninguém foi preso e o motivo do crime da madrugada de ontem ainda não foi esclarecido.