Parentes e amigos lotaram a capela de São José, em Carmópolis de Minas, no Centro-Oeste do estado, para acompanhar o velório de Alessandra Paolinelli Barros, de 22 anos. Chocados com a morte da universitária, familiares pediram que ninguém falasse com a imprensa. A despedida da jovem movimentou a cidade e foi marcada pela comoção da mãe, Lúcia Paolinelli e do pai, Geraldo Barros, que ficaram o tempo todo ao lado do caixão da filha caçula. Ela foi enterrada por volta das 17h, mesmo horário de Gustavo Laje Caldeira Ribeiro, de 23 anos. O casal foi encontrado morto sobre a cama no chalé de uma pousada de um dos cartões-postais mais charmosos de Minas Gerais – a Serra da Moeda, em Brumadinho, na Grande BH.
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Alessandra sonhava em seguir os passos dois irmãos mais velhos e se tornar médica. Ela estudou no Colégio Dom Silvério, em Belo Horizonte e havia acabado de entrar na Faculdade de Ciência Médicas de Minas Gerais. Visivelmente abalada, a mãe de Alessandra estava em Rondônia quando recebeu a notícia da morte da filha. Ela, que trabalha como bióloga, teve que enfrentar um voo de quase 14 horas até poder se encontrar com os outros dois filhos e o marido. Sem segurar o choro, Geraldo Barros carregou o caixão da filha até o carro que a levou para o Cemitério Municipal, onde ela foi sepultada no túmulo da família. Os dois irmãos mais velhos ficaram o tempo todo ao lado da irmã caçula.
Enterro
O corpo do jovem Gustavo foi enterrado no Cemitério Bosque da Esperança, na Região Norte de BH, por volta das 17h. Familiares e amigos foram ao local para prestar as últimas homenagens ao universitário.
Confira a reportagem da TV Alterosa