No dia 9 de janeiro, a delegacia entrou com um pedido de medida protetiva para a vítima na Justiça, mas ele não foi acatado. No mesmo dia, Hamilton voltou à casa da mulher dizendo que queria ver os filhos e levar dinheiro para eles. O eletricista agrediu a jovem com cinco golpes de faca que atingiram rosto, peito abdômen. Ela foi socorrida em estado gravíssimo para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII e sobreviveu.
Na quinta-feira passada, a polícia conseguiu localizar Hamilton em Viçosa. A Delegacia de Mulheres entrou com um pedido de prisão preventiva contra o eletricista, que foi preso na sexta. Em depoimento, Hamilton alegou que estava embriagado quando atacou a mulher e não se conformava com o fim do relacionamento. Ele está preso no Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) São Cristóvão.
Modelo de medida protetiva ainda apresenta falhas
Segundo a delegada Margaret Freitas, titular da Delegacia de Mulheres de Belo Horizonte, o processo para concessão de medida protetiva, que obriga o agressor a manter determinada distância da vítima, costuma ser lento e não inibe a ação do autor. “A delegacia começa a investigar, abre inquérito e pede medida protetiva, que precisa ser determinada pela Justiça”.
Ainda de acordo com a delegada, o modelo de medida em vigor no Brasil é retirado dos Estados Unidos e precisa ter alguns pontos revisados. “Nos Estados Unidos o denunciado tem monitoramento eletrônico e aqui ele recebe apenas uma ordem judicial. As polícias, o Ministério Público e o setor judiciário precisam se reunir para chegar a um denominador comum para agilizar esses processos”, afirma.