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Estado de Minas

Tensão entre candidatos


postado em 25/10/2008 08:52 / atualizado em 08/01/2010 04:09

Jackson Romanelli/EM/D.A Press
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"Não vou dizer que não
tenho medo do que pode acontecer,
de repente nem ter esse concurso,
mas é bom saber que o tribunal
está fiscalizando, dá uma garantia"

 Léia Silva,
operadora de seguro


O medo de perder o concurso ou ser lesado é grande entre os candidatos. A estagiária Amanda Ramos, de 23 anos, está apreensiva. “Quando tive a notícia, liguei para um cursinho na hora para saber o que estava ocorrendo, mas está vago, ninguém sabe direito.” Estudante a poucos meses de se formar, ela tenta uma das três vagas disponíveis para jornalista. “Comecei a me preparar antes e não gostaria de ter uma data diferente para fazer as provas”, afirma Amanda, que tenta classificação em outros concursos. Ela estuda o conteúdo de apostilas compradas em bancas de revista.

O procurador geral da Câmara Municipal, Frederico Stéfano Arrieiro, tenta tranqüilizar os candidatos. “Uma notícia assim traz certo transtorno, mas queremos dizer que, por ora, permanece mantido o prazo das provas.” Ele alega que, se houvesse dificuldade para fazer as inscrições, não haveria um número tão alto (15 mil) de pessoas tentando apenas 33 vagas.

Para a operadora de seguro Léia Silva, de 44 anos, a possibilidade de fazer as provas depois da data prevista é positiva. “Trabalho o dia todo e quase não tenho tempo para estudar.” Ela garantiu que abriria mão de passear em suas férias escolares de dezembro e janeiro para se preparar para as provas. “Não vou dizer que não tenho medo do que pode acontecer, de repente nem ter esse concurso, mas é bom saber que o tribunal está fiscalizando, dá uma garantia.” Ela nem leu o edital e disse ter entrado na disputa no final do prazo.

O assessor parlamentar Alisson Bruno Tonucci, de 23 anos, concorre a uma vaga de técnico legislativo. Ele já trabalha na câmara, mas o vereador que o contratou decidiu não se candidatar nas eleições deste ano. Para ele, quanto antes puder fazer as provas, melhor. “É porque quanto mais tarde, mais chances de ter concorrentes”, afirma.

Ele só tende a concordar com o Tribunal de Contas da União em um ponto: a internet, segundo ele, não deveria ser o único meio para se inscrever na seleção. “É preciso oferecer outras possibilidades. Nem todo mundo tem acesso fácil à internet e possibilidade de imprimir o boleto.” -->

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