Jade Picon - anos 70 - Meninos rei (foto: Pedro Napolinário/divulgação)
A celebração dos 50 anos da Arezzo é marcada pelo lançamento da campanha Arezzo Next, que se apoia na ideia “Cinco décadas, cinco talentos da moda brasileira”. Foram convidados nomes representativos de designers nacionais de destaque, profissionais com um novo olhar para a moda, que, de forma autoral, fazem uma releitura de ícones Arezzo. Cada um deles reinterpretou modelos de cada década – anos 1970, 1980, 1990, 2000 e 2010, e imprimiu seu estilo na criação de coleções cápsula a partir dessa “repaginação”. Os convidados são Meninos Reis, Tete Oshima, Laura Cangussu, Normando e Rodrigo Evangelista.
Anos 70 - Meninos rei
A escolha feita pelos sócios-fundadores da empresa baiana de design Meninos Rei, os irmãos Céu Rocha e Júnior Rocha, foi um modelo de sandália anabela, a primeira nesse estilo criada pela Arezzo na década de 1970. Quem viveu essa época sabe o quanto esse salto se consagrou como ícone, sendo um símbolo de liberdade de expressão no estilo de vida. Foi marca registrada da moda no período e já voltou à cena algumas vezes com grande sucesso. Recentemente, inspirou a campanha da Arezzo “Procura-se Anabela”. Nascida em Salvador, a Meninos Rei foi criada para quebrar padrões do vestuário, e a dupla criativa usou tecidos africanos, mix de estampas, modelagens modernas, cores fortes e referências ancestrais na composição da sua coleção cápsula. A amarração da sandália teve inspiração nos turbantes usados pelas africanas, que simbolizam beleza, realeza e poder feminino, muito bem representados pela influencer Jade Picon.
Cantora Malia - anos 80 - Laura Cangussu (foto: Gabi Schmidt/divulgação)
Lara Spoth (foto: Gabi Schmidt/divulgação)
Anos 80 - Laura Cangussu
A cantora Malia (acima) e a modelo Lara Spoth (abaixo) foram escolhidas para estrelar a campanha da década de 1980, e o estilo ficou a cargo da designer Laura Cangussu, que tem marca homônima. Ela escolheu como modelo ícone o mocassim, por ter sido uma década de grandes lutas pelos direitos de igualdade das mulheres. Como sempre, o comportamento social influencia diretamente a moda, e por isso o modelo andrógino surgiu com força, complementando o look com uma alfaiataria ampla e peças que eram exclusivas do guarda-roupa masculino. A designer tem um estilo de vida contemporâneo, simples e elegante e prima por integrar artesanato, técnicas tradicionais e design moderno em seus trabalhos.Para criar a coleção cápsula, se inspirou em um modelo de mocassim que ganhou de sua mãe na década de 1980, e fez sua releitura explorando acabamentos manuais e materiais naturais, propósitos que direcionam a sua marca. O toque mais moderno está na sola mais robusta, que trouxe um ar descolado, unindo passado e presente de forma leve e simples. Modelo atemporal, versátil, com uma cartela de cores neutras e que casa muito bem com looks tanto despojados quanto elegantes.
Teodora Oshima - anos 90 - Teodora Oshima (foto: Lufre/divulgação)
(foto: Lufre/divulgação)
Anos 90 - Teodora Oshima
O ícone da década de 1990 é o clássico scarpin, criado na década de 1940, mas renascido nos anos 90, quando as top models Cindy Crawford, Kate Moss, Claudia Shiffer e Naomi Campbell redescobriram o modelo e passaram a usá-lo de maneira diferente, dando um ar elegante a produções mais esportivas, principalmente jogando com calças jeans skining. Na coleção cápsula da Arezzo a Top Model que abraça o estilo é ninguém menos que Sheila Bawar. A designer paulista Teodora Oshima uniu sua ancestralidade nipo-brasileira com o amor que tem por técnicas manuais e trouxe o ar vintage para a coleção atual. Renasceu o scarpin com os inconfundíveis bico e salto finos
com elegantes nervuras, dando um ar ainda mais feminino, sofisticado e atemporal. Detalhe: este
A década de 2000 foi marcada pelo exagero de estilo, cores, bordados, brilhos e acessórios. As sandálias surgiram com saltos extravagantes, mas muito femininas. Para essa releitura não poderia ter escolha melhor que a do designer paraibano Rodrigo Evangelista, com suas raízes nordestinas e seu amor pela cultura pop. Sua marca registrada é a exuberância, volumes e cores em uma fusão de arte e moda.
(foto: Juliana Rocha/divulgação)
A inspiração para a coleção cápsula foi em sua infância e adolescência, ápice da estética e cultura pop dos anos 2000, fazendo um mix que resultou na criação de seus modelos, resgatando a memória afetiva com um toque do contemporâneo: sandália de bico quadrado, com salto de cor diferente, detalhe na união com a sola e tiras abotoando no tornozelo. Bolsa em duas cores, arredondada, com alça de mão com volumes de inspiração Artsy. A cantora Priscilla Alcântara representa muito bem esta releitura.
Anos 2010 - Marco Normando
Atriz Julia Dalavia - anos 2010 - Marco Normando (foto: Guilherme Nabhan/divulgação)
O ícone escolhido para representar a década de 2010 na verdade nasceu junto com a Arezzo, nos anos 70, com o surgimento das plataformas, mas ganhou força com seu novo formato nas décadas de 2000 e 2010, quando surgiu a meia pata. As mulheres amaram porque conseguiram a altura que tanto desejavam e o conforto, já que a nova plataforma reduziu a curvatura dos pés. Para a releitura e criação da coleção foi convidado o designer paraense Marco Normando, que buscou inspiração do seu mundo, das embarcações e dos rios amazônicos, onde surge o elemento da boia para a plataforma.
O salto é assimétrico, fazendo alusão ao N de sua marca. Destaque para a combinação de cores. O estilista criou uma bucket inspirada no “matapi”, objeto usado pelo povo amazônico na coleta do camarão. Trata-se de uma cestaria feita de talos de madeira e cipó entrelaçados. Na coleção, foi feito em tiras de couro verticais transpassados manualmente por duas tiras de couro horizontais e vem com duas opções de alça. A jovem e moderna atriz Julia Dalavia apresenta o modelo lindamente.
(foto: Guilherme Nabhan/divulgação)
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