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Estado de Minas Jeans

Arte para usar

Jaquetas bordadas enchem os olhos e dão diferencial exclusivo em qualquer produção


12/09/2021 04:00

(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)


As jaquetas jeans estão em alta, são um coringa para compor diversos estilos de looks e agradam a pessoas de todas as idades. Outra qualidade: duram muito tempo e mesmo quando estão bem surradas, se a pessoa usar de criatividade, renovam a peça com uma customização.
Sabe aquela peça de roupa velha que a gente ama? A da estilista Célia Leite era uma jaqueta jeans que não dava mais para usar se não fizesse alguma coisa. Criativa, fez um bordado escondendo o que precisava. Virou uma verdadeira obra de arte. No primeiro dia em que saiu com a jaqueta renovada se surpreendeu com o sucesso.
 
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
 
 
Como já faz roupas, todas as clientes queriam comprar uma igual, e muitas mulheres chegaram a pará-la na rua para perguntar onde tinha comprado. Quem é empreendedora não perde tempo, imediatamente Célia começou a produzir jaquetas bordadas. No início, os bordados eram menores, mais tímidos, até mesmo por causa dos valores, mas criação não tem limite e a estilista foi criando desenhos maiores, e percebeu que as mais bordadas eram as que mais vendiam. Mais uma vez, a demanda conduziu o trabalho.
 
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
 
 
Hoje, ela trabalha com bordados grandes, que ocupam quase toda a parte de trás da jaqueta, um pedaço das mangas e parte da frente. Mas ela mantém alguns modelos com bordados menores, para agradar às clientes mais discretas, porém os desenhos estão mais ricos e fartos. Os trabalhos são praticamente exclusivos, porque ela faz apenas três peças de cada desenho, uma de cada tamanho, e a arte fica guardada em seu arquivo apenas para memória e referência.
 
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
 
 
Uma coisa que chama a atenção no trabalho é a diversidade de material usado e a mistura deles no bordado. “Sempre garimpei muito, compro coisas e guardo, às vezes, por anos. Quando crio, uso as peças que tenho, não fico presa a tendências”, explica a estilista, que cria as artes e as combinações de cores e material, mas os bordados são feitos por profissionais. “Com a pandemia, as bordadeiras que bordavam vestidos de festa ficaram paradas, por isso pude fazer uma boa seleção e escolhi a dedo as que trabalhariam comigo. Eu as deixo soltas para criarem dentro dos meus desenhos, desde que não façam nada igual, e elas amam essa liberdade”, conta.
 
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
(foto: Adriana Lagares/ divulgação)
 
 
Além das jaquetas, Célia Leite também faz t-shirts bordadas. Por ser um trabalho manual, com material muito rico, os preços das jaquetas variam de R$ 650 a R$ 2 mil e o das t-shirts, de R$ 149 a R$ 260. Só para se ter uma ideia, cada jaqueta leva três semanas para ficar pronta.

HISTÓRIA Célia Leite nasceu em Medeiros, interior de Minas, e veio para Belo Horizonte aos 28 anos para fazer moda na UFMG. Filha de costureira, desde criança ficava ao lado mãe criando e costurando roupinha para suas bonecas. Formou-se no ano 2000, trabalhou para algumas confecções e depois começou a fazer lingeries baseada em seu trabalho de conclusão de curso, que foi inspirado no Kama Sutra.
 
Tudo começou quando a professora Cibele Navarro definiu que o trabalho seria baseado em uma casa, e para Célia saiu o quarto de casal. Pensou fora da caixinha. Na pesquisa, assistiu ao filme “Kama Sutra” e viu a sensualidade. Leu o livro, escrito 400 anos a.C, de um nobre para outro, que eram bem-sucedidos profissionalmente, mas não eram felizes no amor. Achou interessante e optou pelo tema com um enfoque sensual, sem nenhuma vulgaridade ou apelo pornográfico.
 
A estilista fez bonecos de palito vestidos com as peças de lingerie criadas por ela, nas posições do Kama Sutra, e com estampa exclusiva sobre o tema, que ela fez questão de patentear. “Foi um grande sucesso. Saiu matéria no Caderno Feminino do Estado de Minas. Por muito tempo, trabalhei com essas lingeries, mas depois decidi alçar voos mais altos e passei a fazer acessórios, blusas bordadas, roupa casual. Minhas peças já fizeram parte do figurino da novela “Sete pecados”. Mas não abortei a ideia de voltar com esse trabalho mais pra frente”.
 
A mineira sempre participou de feiras de artesanato no Brasil inteiro. Como os lojistas acharam o preço de custo das jaquetas alto para revenda, ela decidiu vender direto. Em novembro, na pandemia, foi convidada a ocupar uma loja na Galeria Bardô, inaugurada em 2019, na orla, e fechada em março, com a pandemia. Aceitou na cara e na coragem, com a pretensão de ficar apenas até o carnaval. Atendeu pessoas do Brasil inteiro e muitas do exterior. Viu que era uma vitrine, e decidiu manter a loja. Célia vem a Belo Horizonte, entrega as criações para as bordadeiras e leva as peças prontas para Búzios. Na capital mineira, a estilista tem uma representante comercial, e também tem vendas on-line.
 
Segundo a criadora, a manutenção da peça não é complicada. “Para lavar, é só deixar a peça de molho na água com sabão neutro e esfregar, com uma escovinha, a parte que sujou. Só não pode torcer a peça para não danificar o material do bordado.”


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