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Estado de Minas Arte final

Dia das Mães muito além dos presentes


09/05/2021 04:00 - atualizado 07/05/2021 17:11

Os shoppings estão mais adaptados neste segundo ano do Dia das Mães na pandemia(foto: ItaúPower/Divulgação)
Os shoppings estão mais adaptados neste segundo ano do Dia das Mães na pandemia (foto: ItaúPower/Divulgação)

 
Hoje é dia dos filhos tentarem traduzir os mais sagrados sentimentos em relação às mães. Não importa se por intermédio de uma mensagem à distância, um presente, um abraço ou um simples sorriso. O certo é que a data se tornou sagrada para o povo brasileiro. Desde 1932, quando o então presidente Getúlio Vargas decretou que o segundo domingo do mês de maio se tornaria oficialmente o Dia das Mães, a data ganhou diferentes conotações. Ganhou também forte apelo comercial - a data é a mais importante para o mercado, atrás apenas do Natal -, não resta dúvida. E para maior abrangência de suas campanhas comerciais e ações promocionais, as marcas transformaram o mês de maio no "Mês da Mães". 
 
Mas nem só de presentes e lembrancinhas vivem as mães. O comportamento social, a publicidade, a expectativa do comércio, a liberdade e igualdade de direitos, a disputa de posições no mercado, entre outros sentimentos genuínos ganharam força nos últimos antes. As mulheres passaram a lutar abertamente pelo reconhecimento ao protagonismo que exercem na sociedade. 

COMPORTAMENTO As "Amélias" de tempos atrás hoje estão focadas em suas carreiras e retardam a maternidade ao máximo. Mesmo assim, apesar do sucesso financeiro e de conquistas importantes, a pandemia do coronavírus trouxe profundas reflexões. O momento revela que a rotina da dupla jornada - cuidar dos filhos e trabalhar fora - é uma forte realidade na vida das brasileiras. O isolamento social também revelou que a violência doméstica ainda é alta e preocupante. 

REFLEXÃO DAS MARCAS É certo que a forma de comemorar as datas importantes do ano, com a pandemia, está diferente. Por isso, as marcas passaram a trabalhar melhor esses temas relacionados às mães em suas publicidades. As relações familiares, que já viviam um processo de mudanças rápidas, se intensificaram depois do Coronavírus. As mulheres cobram envolvimento e empatia das marcas e as respostas têm sido rápidas pela indústria da comunicação.

MEIO A MEIO Um bom exemplo é a campanha da Brastemp, que toca em assunto polêmico no Mês das Mães. O tema discute as razões que ainda fazem com que as mulheres desempenhem o dobro dos trabalhos domésticos, em comparação aos homens. Sob o conceito "Tarefa doméstica é tarefa de todos", o objetivo é incentivar a divisão equânime das tarefas domésticas entre homens e mulheres. Com ativação nas mídias sociais e na televisão, a Brastemp tenta usar dados para mostrar que a situação das tarefas domésticas é uma questão que precisa ser debatida na sociedade. 

OPORTUNIDADE Para aumentar a conscientização sobre o cenário, a Brastemp pretende estender o debate para seus produtos, ao lançar uma máquina de lavar roupas fictícia com o nome "Brastemp Edição Compartilhada". O lançamento tem como objetivo reforçar que lavar as roupas é uma atividade de todos. A campanha terá desdobramento na televisão, nos programas voltados às mulheres, e um braço no digital com ações de influenciadores.

COMÉRCIO RESPIRA Mas para manter a tradição no comércio, mesmo com o isolamento social em razão da pandemia, pesquisa realizada pela All iN e Social Miner - que une dados de consumo, tecnologia e humanização, em parceria com a Opinion Box, indica que 66% dos brasileiros estão decididos a ir às compras, enquanto 18% ainda estão na dúvida. E não são só as mães devem ganhar presentes: 20% querem aproveitar as ofertas da sazonalidade para comprar algo também para o cônjuge; 18% para a sogra, 11% para a avó, 11% para si mesmo, e 10% para a irmã. 
Beleza e cosméticos, e moda e acessórios disparam na frente entre as categorias preferidas para presentear: 14% desejam gastar até R$50, 31% estão dispostos a investir de R$51 a R$100 e outros 27%, de R$101 a R$200. E mais: 11% afirmaram que podem pagar de R$201 até R$300 em itens para as mães; 4%, de R$301 a R$400; 3%, de R$401 a R$500; 4%, mais de R$500; e 6% não se decidiram. 
 
Para evitar aglomeração, o comércio se adaptou bem às necessidades. Com a experiência acumulada do ano passado, lojas e shoppings seguem rigorosos protocolos sanitários para quem preferir ir às compras. E, para aqueles que não querem sair de casa, as opções de delivery são variadas. Com tantas facilidades, a data não deverá passar em branco para a maioria dos consumidores. 


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