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Minimalismo elegante

Tradicional marca italiana, Brunello Cucinelli apresentou, na semana de moda de Milão, seu outono-inverno 2021 propondo um novo guarda-roupa chique e versátil


25/04/2021 04:00

(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)


Feminino, confortável e extremamente elegante. Podemos descrever assim a coleção outono-inverno 2021 que o magnata da moda italiana, o mago do cashmere Brunello Cucinelli, apresentou em Milão, mantendo viva sua cultura e técnicas artesanais. Sem dúvida nenhuma, ele é o estilista ideal para as mulheres mais discretas, que não gostam de usar estampas e preferem o monocromático discreto. Versatilidade e minimalismo são os elementos-chave da coleção. Quando vemos as peças, nasce em nós uma vontade imediata de usar cada uma delas.
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 
 
O desfile virtual da grife, fundada em 1978, reflete sobre uma nova noção da roupa do dia a dia. Ela é versátil e espontânea, minimalista e requintada, sem descuidar dos detalhes, aliando conforto e elegância. O que pede a geração atual e os tempos que vivemos. O novo guarda-roupa é informal e descontraído, e não se define por necessidades de ocasiões específicas. A ideia é se vestir e ter a sensação de bem-estar. Com a praticidade sempre em mente, a combinação de caráter formal e gosto informal reforçam os códigos do estilo casual chic de Brunello Cucinelli. Como em todas as grandes marcas, os conceitos de indoor e outdoor, privado e público alinham-se para dar vida à coleção, que apesar de minimalista e confortável, não perdeu a elegância.
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 
 
As malhas estão presentes em toda a coleção, surgindo em casacos fluidos e leves, nos blazers, nas jaquetas e em conjuntos diversos, bem como em bolsas e calçados, criando uma sensação de conforto e aconchego em cada peça. A modelagem oversize domina toda a coleção nos mais diversos modelos, tecidos e texturas. Cashmere, lã, seda, alpaca e mohair respondem à necessidade de um toque natural, capaz de transmitir sensações de proteção, bem-estar e beleza. Destaque para os belos trabalhos em tricô.
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 
 
Não podemos passar pelo cashmere tão displicentemente. Para quem não sabe, Brunello Cucinelli começou com fazendo suéteres de cashmere. Inovou a técnica da pintura cashmere e ofereceu aos clientes em todo o mundo um novo produto, de excelente qualidade, feito com paixão. Só mais tarde, na década de 2000, por sugestão de seus colaboradores e clientes internacionais, é que ele decidiu expandir e criar outras linhas na grife, porém o cashmere continua sendo o destaque principal de seu negócio.
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 
 
Na cartela de cores, a elegância e atemporalidade dão o tom em muitas nuances de cinza, numa intensa paleta de brancos quentes, envolventes e relaxantes. Tons calmantes de creme, delicados beges e castanhos dourados espalham-se por materiais preciosos e suaves, criando uma elegância natural e discreta. O preto também está presente. Destacam-se ainda os jeans em uma grande variedade de estilos, dos "flare" inspirados nos anos 70 às formas curvas dos anos 80 e, finalmente, às silhuetas de corte reto de cintura alta dos anos 90.
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 
 
Outra peça-chave da coleção saão as saias, que aparecem em comprimentos e modelagens variados. Mídi, lápis e de linhas minimalistas, elas trazem fendas generosas e femininas, com volumes suaves e pregas em flanela, organza ou tule decoradas com bordados em mohair.
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 

BOLSAS O artesanato de alta qualidade aparece nas bolsas, como trabalhos de matelassê, linhas suaves e texturas de malha aconchegantes.
 
Solidariedade e ética
 
Brunello Cucinelli, sem diploma universitário, começou a confeccionar cashmere. Com o tempo, percebeu que era possível tingir a lã para torná-la mais atraente – algo inédito até então. Especializou-se em suéteres de cashmere e tornou-se um empresário muito bem-sucedido. Em 1985, já exportava. Parte de seu sucesso é devido à sua crença no capitalismo humanista. Ele entende o negócio da moda de luxo como uma forma de fazer algo positivo para o mundo.
Suas ações sociais são memoráveis. A cada ano, Brunello Cucinelli doa 20% de seu lucro para a fundação da empresa que se engaja em projetos sociais e de caridade. Sua postura e suas ações inspiram funcionários, colaboradores, e todos os que vêm a conhecê-lo.
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 
 
Cucinelli cresceu na pobreza. Trabalhava a terra para ter comida na mesa, ao lado da família. Depois, seu pai e irmãos foram trabalhar em uma fábrica, mas a pobreza não melhorou. Na adolescência Brunello prometeu a si mesmo que iria se tornar um guardião da humanidade.
 
Pode-se dizer que foi aí que nasceu a filosofia de seu negócio. O designer começou a ler e aprender mais sobre os filósofos e pensadores importantes, que o inspiraram ao longo do caminho, mas permaneceu ligado ao campo. Essa é uma das razões pelas quais sua fábrica está localizada na aldeia de Perugian Solomeo (onde a fundação da empresa tem investido constantemente).
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 
 
Brunello Cucinelli é descrito como o designer filósofo que sonhava em fazer lucro continuando ético, digno e moral. Essa postura na moda não é apenas rara, mas inspiradora.
 
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
(foto: Brunello Cucinelli/divulgação)
 
 
Em 2019, ele deixou o cargo de CEO do grupo. O estilista é um empreendedor reconhecido por se preocupar genuinamente com os funcionários. Seus empregados ganham 20% mais do que a média do setor. Em 1985, comprou um dilapidado castelo medieval do século 14, em Solomeo, e ajudou a reerguer a aldeia, abandonada. Em 2018, apresentou a vila Solomeo, do século 13, a centenas de jornalistas e convidados, após dedicar 30 anos e uma quantia desconhecida de sua fortuna pessoal para reformar edifícios de pedra, construir um teatro e demolir alguns armazéns para criar uma paisagem de oliveiras e videiras. A Brunello Cucinelli Spa emprega 1,7 mil pessoas em todo o mundo, com cerca de mil morando nos arredores de Solomeo. 


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