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Estado de Minas Loungewear

Herança de valores

Estilista e empresária mineira lança coleção com peças que recebem nome de mulheres, no Dia Internacional da Mulher


07/03/2021 04:00

Conjunto em renda guipir Cora Coralina(foto: Chris Gontijo/divugação)
Conjunto em renda guipir Cora Coralina (foto: Chris Gontijo/divugação)


“Onde você quer estar daqui a alguns anos? O tempo passa mais rápido do que imaginamos. Nessa nova realidade, mais do que nunca, buscamos apreciar aquilo que temos de mais valioso. Nossa herança se constrói a cada passo, a cada dia, a cada segundo, e nosso legado é o que deixamos para aqueles que amamos. O amor, a fé, o respeito, as lições e os sorrisos. Aquilo que aprendemos com nossos pais e ensinaremos aos nossos filhos.” É assim que começa o texto de divulgação da coleção outono-inverno 2021 de Chris Gontijo, que se inspirou nos valores que recebeu da família, desde pequena, e decidiu homenagear as mulheres fortes, íntegras e corajosas que a cercam. O nome da coleção: Herança. E não poderia ser outro.
 
(foto: Chris Gontijo/divugação)
(foto: Chris Gontijo/divugação)
 
 
Cada peça tem o nome de uma homenageada, começando por sua mãe, Isabel, suas irmãs Cícera, Mônica e Flávia, além de amigas, pessoas de sua equipe que estão com ela há muito tempo, e algumas mulheres importantes que influenciaram este mundo, como por exemplo Irmã Dulce, Cora Coralina, Maria, mãe de Jesus. A artista Tarcila do Amaral é mais do que uma homenageada, é uma inspiração e foi base para as estampas, pois em suas pesquisas Chris descobriu que em suas principais e mais importantes pinturas a artista modernista retrata a infância que passou na fazenda, com a família.
 
(foto: Chris Gontijo/divugação)
(foto: Chris Gontijo/divugação)
 
 
A coleção Herança traz a história de Chris Gontijo, empresária, mãe e esposa, e a abordagem original da marca: levar o seu loungewear para as ruas, com sofisticação e conforto. A novidade é a introdução de novos tecidos, como o linho e o tricô, e novas modelagens clássicas que seguem a linha oversized, que faz com que as peças carreguem uma proposta de aconchego e carinho. A estampa, feita a quatro mãos em técnica aquarela e nanquim, ilustra o lifestyle das mulheres que deram vida à coleção, representadas em traços inspirados na arte modernista brasileira de Tarsila do Amaral.
 
(foto: Chris Gontijo/divugação)
(foto: Chris Gontijo/divugação)
 
 
“Nossa família sempre foi muito unida, e com a pandemia, nos aproximamos ainda mais. Meu pai morreu há quatro anos, e com isso nos tornamos uma família de mulheres. Para homenagear, escolhi mulheres pelas quais tenho respeito e admiração. E que compartilham dos mesmos valores que eu: fé, amor, respeito, verdade e trabalho. Uma das mulheres é uma grande amiga e cliente de São Paulo, a Alessandra, neta do fundador da Jacto, uma das maiores empresas do Brasil. Seu avô, japonês, veio para o Brasil fugindo da crise no Japão para ganhar dinheiro e voltar para seu país. Apaixonou-se pelos brasileiros, e sentiu-se na obrigação de retribuir o que os brasileiros deram para ele, que foi o dinheiro, e decidiu ficar. O avô já morreu. Eles têm 10 pilares, as bases em que acreditam, e os meus valores estão ali. A máxima deles é “Nobody grows alone” (Ninguém cresce sozinho). Quando escolhi essa frase para fazer uma foto, o pai da minha amiga disse que eu tenho um tino comercial e empreendedor muito forte, porque sem isso eu não iria a lugar nenhum. Chorei até”, conta Gontijo.
 
(foto: Chris Gontijo/divugação)
(foto: Chris Gontijo/divugação)
 
 
São 28 peças de loungewear, sendo que pela primeira vez a marca traz duas roupas em linho, um chemise e uma calça com colete, uma forma de quebrar o preconceito de quem não aceita usar pijama para sair. Outra novidade é o tricô, uma opção mais aconchegante, confortável e feminina para o tradicional robe, que antes era feito em flanela, mas não agradava à Chris. Em troca de ideias com o estilista Bruno Coelho, chegaram ao tricô. O modelo aberto chama Cibele, em homenagem à estilista Cibele Barone, e traz tranças feitas a mão. A artesã faz as tiras na agulha de tricô, trança na mão e costura no tricô. Já o tricô fechado tem a foto da homenageada reproduzida, trabalho feito a partir de uma foto, que é desenhada a mão, pintada no papel e passada para o computador pelo Studio Maracujá.
 
(foto: Chris Gontijo/divugação)
(foto: Chris Gontijo/divugação)
 
 
“A peça que tem o nome da minha mãe é idêntica a uma que está no Museu da Moda de Paris, de 1914. Consegui o molde dela e tenho uma igual a ela aqui como acervo. A pessoa que me vendeu me encontrou por meio de uma matéria do Estado de Minas. Ela queria vender a camisola que tinha sido da bisavó  para o Museu Mineiro da Moda, mas lá só aceitam doação. Viu a matéria e me procurou. Comprei. Faço em todas as coleções mudando de cor”, explica.
 
A costura de Chris Gontijo chegou ao nível premium, é toda feita em costura francesa, não dá para saber o que é avesso. Se continuar nesse caminho, em breve se igualará às marcas de alto luxo e alta-costura. Vale ressaltar que é elegância pela qualidade, bom gosto e simplicidade. Herança traz duas estampas: a de fundo azul representa os lugares aonde essas mulheres gostam de ir; a de fundo preto são as mulheres. O primeiro lançamento será ama- nhã, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, quando será apresentada a estampa dos lugares, parte do tricô e as peças de linho. Em 19 de abril, será o segundo lançamento, com a estampa das mulheres, que é em viscose, e o restante do tricô.
 
(foto: Chris Gontijo/divugação)
(foto: Chris Gontijo/divugação)
 
 
Há quatro anos, a empresária deu uma guinada. Tinha um corner em uma loja na Alameda da Serra com suas lingeries, saiu de lá de um dia para o outro e voltou para sua sala, na Savassi. Contratou uma pessoa para ajudar e foi quando surgiu a ideia de fazer peças muito sofisticadas. Começou a pesquisar viu que a loungewear era uma tendência que estava começando no mundo todo. “O primeiro Minas Trend de que participei falavam que isso nunca aconteceria, fui muito criticada. Várias amigas me chamaram de louca, que ninguém usaria pijama na rua. Acreditei e não desisti em momento nenhum. Sou determinada e persistente”, relembra. “Comecei há 14 anos e nunca pensei que chegaria onde estou. Quando olho para trás e vejo toda a minha trajetória, me emociono muito e por isso esta coleção Herança mexe muito comigo. Continuo com as lingeries, que nunca foram tão bem produzidas, tenho loja, vendo pelo e-commerce e exporto para a Dinamarca e Miami.”
 
(foto: Chris Gontijo/divugação)
(foto: Chris Gontijo/divugação)
 
 
(foto: Chris Gontijo/divugação)
(foto: Chris Gontijo/divugação)
 
 
 A estilista Chris Gontijo(foto: Chris Gontijo/divugação)
A estilista Chris Gontijo (foto: Chris Gontijo/divugação)
 


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