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Estado de Minas arte final

2021 ainda não começou mas mantém tendências


10/01/2021 04:00

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)

 
"Que tudo se realize no ano que vai nascer!" Esse, com toda a certeza, foi o pensamento mais desejado na virada do ano. Depois de um ano maluco, com muitos projetos engavetados, sonhos se transformando em pesadelos, havia uma ansiedade geral para que 2020 acabasse logo. Na balança, para a maioria, muito mais perdas do que ga- nhos. A comemorar, apenas a existência daqueles que sobreviveram à pandemia. Mas eis que entramos de corpo e alma em 2021 e logo na segunda semana do ano sofremos um revés com a decretação de lockdow municipal. Ou seja, voltamos ao primeiro semestre de 2020, apenas com as atividades essenciais em funcionamento. 
 
Com o retrocesso na flexibilização, o mercado publicitário volta a viver as consequências de uma economia que já acumula um prejuízo ainda incalculável. Porém, como estamos em contagem regressiva para o início da vacinação contra a Covid-19 e com a experiência acumulada do ano passado, especialistas de diferentes segmentos estão mantendo quase suas previsões para 20201. Eles acreditam que as ações planejadas estão ancoradas no sucesso da vacinação. Embora saibam que será necessário cerca de um ano ou mais para imunizar quase toda a população brasileira, as previsões apostam na recuperação do mercado criativo. 

MARKETING A pandemia mun- ial mudou os hábitos da huma- nidade, estabeleceu novas rela- ções e consumo e de trabalho. Enquanto surgiam novas de- mandas em ritmo acelerado com empresas fechando ou passando a funcionar no regime home office muita coisa deixou de ter sentido. No marketing, diante das incertezas, o digital assumiu o protagonismo e estabeleceu novos conceitos ou reforçou alguns já existentes no mercado da propaganda. 

PROPÓSITO Esse conceito já fazia parte de qualquer briefing. Mas foi ressignificado com a pandemia. Nesse momento, o propósito das marcas e como elas se portam diante desse cenário se mostram muito relevantes para os consumidores. Segundo uma pesquisa da Deloitte, quatro entre cinco pessoas poderiam citar uma marca que respondeu positivamente à pandemia. Além disso, um em cada cinco dos entrevistados concordam fortemente que isso os fez ser mais leais às marcas. Ou seja, ter um propósito claro e saber colocá-lo em prática mesmo nos momentos mais difíceis é essencial para a marca, seus colaboradores e consumidores.

SOCIAL SHOPPING Veio para ficar. Um contingente que antes nem queria saber de redes sociais, ou a usava apenas para gerar conversa, se viu obrigado a adotar a ferramenta com comprar ou vender. No mundo corporativo, empresas que antes tinham as redes sociais para atrair clientes para os e-commerces ou reforçar relacionamento, tiveram que se adaptarem rapidamente, porque o consumo passou a acontecer na própria plataforma. E com as recentes facilidades de pagamento via WhatsApp e melhorias no Instagram Shopping e outros serviços, a tendência é das mais importantes. Abre-se bastante oportunidade para anúncios cada vez mais assertivos e interativos, proporcionando uma experiência ainda melhor para os clientes que estão nas redes sociais.

SEO Para quem está acostumado à prática dos princípios de SEO, sabe que trabalhar conteúdo relevante com as palavras-chave certas aumenta substancialmente a possibilidade de bons negócios. O algoritmo do Google é responsável por encontrar o conteúdo que melhor responde à pergunta que o usuário está procurando, e a sua estratégia deve estar focada nisso. É recomendado, no entanto, observar essas tendências para avaliar se é necessário mudar ou adaptar parte do seu calendário editorial.

LIVES Pessoas que antes nem se interessavam muito por vídeos se acostumaram a assistir lives em 2020. E não faltou assunto! Tem para todos os gostos. Lives com shows musicais, receitas, meditação… Além da variedade de temas, também há um grande leque de opções de plataformas, como Facebook, Instagram, Twitter, Youtube e Twitch, por exemplo. Agira, com o novo lockdow, as lives certamente serão novamente aceleradas.

HUMANIZAÇÃO O isolamento social aumento a tendência dos consumidores cobrarem das marcas um comportamento mais humanizado em sua relação. As pessoas querem ver as empresas como entidades humanas, que compreendem e trabalham em torno de um propósito que serve de fato aos consumidores. 

PERSONALIZAÇÃO E esse processo de humanização facilita na personalização do produto ou serviço. Assim, a marca que melhor entender a jornada de compra do seu consumidor tanto no ambiente online quanto no offline terá mais informações para devolver a ele uma experiência super personalizada. Num segundo nível, a escolha de influenciadores e campanhas promocionais também podem nascer dessa personalização.
 
Só é possível fazer previsões mais assertivas com base na experiência dos clientes. Por isso, vale ressaltar que a inteligência artificial será bastante útil nas tomadas de decisões e também na avaliação dessas decisões, a partir da avaliação do retorno dos usuários em tempo real.  Enfim, a experiência do isolamento social dos últimos meses irá ajudar no melhor funcionamento das relações de consumo. Porém, a possibilidade de surgimento de novos comportamentos exige um monitoramento constante. E essas mudanças irão guiar os criativos na formatação da comunicação mais adequada para cada marca, produto e serviço.


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