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Estado de Minas Moda

Novas descobertas

Bárbara Maciel criou verão com inspiração no momento atual, na necessidade de surgir novas formas para atitudes e sentimentos importantes


03/01/2021 04:00

(foto: Fotos: Márcio Rodrigues)
(foto: Fotos: Márcio Rodrigues)

A B.Bouclé sempre foi uma grife que se destacou por sua roupa cheia de personalidade. Segue as tendências, porém nunca ficou na mesmice. Comercial? Jamais! Tem seu público, e ele é cativo. Quem conhece a proprietária e estilista da marca, Bárbara Maciel Lopes, sabe que cada coleção é a representação dela: elegante, delicada, marcante. Isso mesmo, Bárbara é cheia de nuances, mas muito bem definida. Mulher de personalidade, sem, contudo, perder a delicadeza, e a sua roupa é assim.

A coleção do final de ano e alto verão retratam, como nunca, a complexidade da estilista. O título é uma poesia, também cheia de significados: C’Alma: é preciso descobrir novas formas de brotar, amar, sonhar e curar. Verdade absoluta depois de tudo o que vivemos em 2020 e, pelo visto, ainda viveremos por um bom tempo em 2021. Precisamos, mais do que nunca, de calma, de acalmar a nossa alma, de nos aprofundar na alma e esperar, calmamente, com resiliência, até que chegue a tão esperada cura.

A produção das fotos representou bem o conceito, com flores brotando em lugares inusitados para mostrar que a B.Bouclé estava trazendo uma nova forma de comemorar. A marca abriu mão dos bordados e pedrarias nas roupas de festa para trazer uma moda festa mais leve, que pudesse ser usada em vários momentos. Por isso as produções foram feitas com tênis, sandálias baixas, para representar essa diversidade, essa nova linguagem, esses diversos tipos de uso.

A cartela de cores veio bem colorida, porém com tons que acalmassem, todos pastel como o pêssego, lavanda, verde, azul céu, off-white, branco, blush. As peças, como dissemos anteriormente, são leves, fluidas e confortáveis. Bárbara optou em usar apenas tecidos leves e naturais como a tricoline de algodão, viscose de algodão, leise 100% algodão, crepe, linho. Tudo mais seco, opaco, sereno. “Foi uma coleção mais serena”, diz a estilista.

Na modelagem, babados, pregas, franzidos. Calças e macacões saruel, pantalonas, vestidos longos, mides e curtos, algumas mangas bufantes, mas sempre a predominância de assimetrias e drapeados isolados formando detalhes estilosos. A estampa da coleção é um floral bem personalizado, grande, mais um desenho exclusivo no modelo do que uma padronagem no tecido.


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