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Estado de Minas Moda

Novo momento do luxo

Marca de luxo se reestrutura e abre ferramenta de e-commerce para alcançar todo o país


06/09/2020 04:00

(foto: click estúdio)
(foto: click estúdio)
Fátima Scofield aproveitou o momento de isolamento social para colocar em prática um projeto que já estava sendo estruturado, mas acabou sendo antecipado diante do cenário mundial: o e-commerce das marcas do grupo e as vendas pelas ferramentas digitais como Instagram, direct e Whats- App, vendedoras autorizadas, time de vendedoras e de marketing que podem vender e instruir os clientes.
 
(foto: click estúdio)
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A fundadora da marca contratou Diego Reis, ex-diretor da Skazi, e atualmente consultor estratégico de marcas, para um trabalho de reestruturação das marcas e digitalização. Segundo o profissional, as marcas de luxo sempre tiveram certa resistência com a exposição virtual, “mas nos últimos cinco anos este movimento se fez necessário, e com a pandemia isso ficou mais latente, e elas tiveram que se digitalizar”, explica.
 
(foto: click estúdio)
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O trabalho feito pela Fátima Scofield e Fedra vai além do e-commerce, que passa a ser mais uma das ferramentas. As grifes que atendiam apenas no atacado passaram a ter atendimentos digitalizados de varejo e outras plataformas para se fazer presente, vender e ser relevante, de forma diferenciada.
“Usávamos o Instagram para mostrar as coleções. Antes, o cliente final ligava e perguntava em tal cidade onde poderia encontrar aquela roupa e nós informávamos loja e proprietária. A cliente voltava e dizia que lá não tinha a roupa que ela queria. Ligávamos para a lojista e oferecíamos a roupa. Mas, às vezes, a lojista não queria comprar mais. Quem levava a fama de não oferecer a roupa era a Fátima. E perdíamos a venda, ou tínhamos que buscar em outro estado. Isso demorava e gerava um certo desgaste na cliente”, conta Fátima.
 
(foto: click estúdio)
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“Hoje, a busca e o desejo mudaram. A cliente quer comprar a peça na hora que vê no Instagram. É fundamental colocar a foto ou o filme, com todas as informações, qual tecido, cores, tamanhos, inclusive o preço. A cliente não quer ver e ter que perguntar informações, esperar, e voltar para ver a resposta. Quer agilidade, gostar e saber se está dentro das suas possibilidades. Se dificultar, torna a experiencia de compra não tão orgânica. Os tempos atuais pedem, rapidez, facilidade e agilidade”, explica Diego.
 
(foto: click estúdio)
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Diante disso veio a pergunta: “Por que não comprar na minha mão?”. E assim começou o processo de criação e implantação do e-commerce. Através dessa ferramenta é possível vender diretamente ao cliente, com preço de varejo, o mesmo preço que é sugerido aos lojistas para venda ao consumidor, para não haver competição. Se algum lojista opta por marcar para mais ou para menos, é por conta dele. Outro cuidado que a marca toma é de só entrar em Sale nos canais de venda depois que os lojistas já entraram.
 
(foto: márcio rodrigues/divulgação)
(foto: márcio rodrigues/divulgação)
Para o e-commerce, Fátima escolhe os best-sellers, porque é preciso produzir estoque e isso é perigoso. Ela aposta em modelos em que acredita que vão sair, e escolhe mais alguns para vitrine, que não ficam em estoque, mas que podem ser produzidos em três ou quatro dias. Tudo é bem calculado, para não perder a qualidade e atender o cliente a tempo, sabendo que as roupas da marca são praticamente feitas a mão.
 
(foto: márcio rodrigues/divulgação)
(foto: márcio rodrigues/divulgação)
O prazo de entrega da venda por e-commerce é de 5 a 10 dias, porque dependem do Correio, mas no futuro pretendem ter uma transportadora. Para vendas em Belo Horizonte, atuam cp, motoboys e motoristas, mas segundo a empresária ainda não receberam nenhuma compra virtual da cidade, porque aqui tem muitas lojas que revendem as marcas, e esse canal de vendas foi aberto a menos de um mês.
 
(foto: márcio rodrigues/divulgação)
(foto: márcio rodrigues/divulgação)
“Lançamos a menos de um mês e a ideia é não canibalizar o atacado. A proposta do e-commerce é capilarizar a operação e chegar em cidades onde não chegou no atacado. Temos inclusive o store locater indicando as lojas próximas que têm o item desejado”, explica.
 
Segundo Diego, o grande segredo para o sucesso do e-commerce é tratá-lo como cliente, e não como unidade de negócio. Fazer pedido, tirar nota fiscal, comprar tecido e material de aviamento para o e-commerce, etc. Agindo assim, estará no caminho de sucesso. “Como unidade de negócio dentro da empresa as operações se confundem. Ele tem que ser um cliente externo para ter um diálogo com ele”, alerta.
 
A coleção que está no e-commerce é o inverno 2020, tanto da Fedra quanto da Fátima Scofield, mas com um diferencial: alguns dos modelos não são encontrados em lojas.

Verão 2021 A opção para a coleção primavera-verão 2021 foi por fazer coleções cápsulas, com uma média de 30 a 40 peças em cada marca. A primeira foi lançada em 13 de julho e a segunda será nesta terça-feira (8).
 
“O luxo está em um novo momento, teve que aprender a se multiplicar para ficar mais acessível, e a digitalização foi fundamental para ajudar no atacado. Ferramentas como o Zo- om estão sendo muito úteis para apresentação das coleções e divulgação de vídeos junto aos lojistas”, relata o consultor.
Fátima afirma que está driblando as pandemia até hoje, mas já chorou muito e garante que não vai chorar mais. A opção de lançamento em cápsulas foi para isso, para sentir os clientes, o que iam querer e o que estavam pensando. O lançamento da primeira cápsula mostrou que estão no caminho certo, porque conseguiram atingir a meta e estão conseguindo entregar.
 
Para a primavera-verão 2021, Fátima Scofield lança o Iconic, moda eterna e atemporal. O conceito é revelar a moda como parte intrínseca à nossa memória afetiva. A inspiração surgiu durante a pandemia, período em que as conexões sociais e afetivas foram interrompidas. “Em um momento que muito se discute sobre a importância da moda no cenário atual, queremos expor o seu poder singular de criar identidade e conectar memórias,” afirma a estilista Fátima.
 
Seguindo com o trabalho handmade e o preciosismo no design de suas peças, em looks easy chic, a paleta de cores passa pelo rosa, amarelo e verde cítrico, chegando ao laranja, vermelho, azul royal e branco. Tecidos de seda, crepe e tafetá compõem os looks desta temporada. As estampas florais, ícones eternizados pela estilista, trazem leveza e frescor ao verão.
 
A Fedra apresenta Prismatic, uma celebração radiante da diversidade dos tons de pele da raça humana. Assim como o prisma de luz, somos únicos e multifacetados e devemos fazer da nossa pluralidade instrumento fundamental para a transformação de uma sociedade mais justa. O mood do verão Fedra é lúdico e leve. O estilista Daniel Correa explora duas grandes tendências nesta coleção: a primeira são as peças em tecido voile, que constituem uma família multicolorida em tons de lilás, laranja e amarelo cítrico. A segunda são camisas de alfaiataria, indispensáveis em todas as coleções da marca, apresentadas em linho e tricoline, em shapes amplos, estruturados e com mangas no estilo morcego, drapeadas e bufantes. A paleta de cores traz tons pastel como lilás, laranja, rosa, azul e amarelo. Destaque também para as estampas exclusivas, que exploram elementos do fundo do mar, como conchas e corais.


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