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Estado de Minas Arte Final

Dia dos Pais com flexibilização tiram os consumidores de casa


09/08/2020 04:00

Para o mercado, porém, a expectativa de faturamento melhorou com a flexibilização do comércio (foto: leandro couri/em/d.a press)
Para o mercado, porém, a expectativa de faturamento melhorou com a flexibilização do comércio (foto: leandro couri/em/d.a press)

 
A comemoração do Dia dos Pais neste domingo está bem diferente. O almoço tradicional reunindo toda a família, pode não acontecer devido ao isolando social. Para o mercado, porém, a expectativa de faturamento melhorou com a flexibilização do comércio não essencial nos últimos dias, em Belo Horizonte, e nas principais pais cidades. Na capital mineira, apesar das normas restringirem o funcionamento de grande parte do comércio hoje, os três últimos trouxeram alívio e esperança. A reabertura parcial desde quinta-feira e os problemas da sobrecarga no sistema de comércio eletrônico, levaram muita gente para rua em busca de um presente para os pais.
Mas o gargalo criado pela onda de consumo on-line neste período de pandemia tirou muita gente de casa. Pesquisa realizada pela Social Miner, empresa especializada em dados de comportamento do consumidor online, em parceria com o Opinion Box, apontou que 32,6% dos entrevistados afirmaram que poderiam desistir da compra on-line devido aos prazos de entrega ruins, falta de ofertas, frete caros. E para 24% das pessoas o valor do frete - e para 18,5% o tempo de entrega - poderiam fazê-los mudarem de opinião (em 2019, essas taxas eram apenas de 6,8% e 4,3% respectivamente), o que também aumenta a expectativa de faturamento nas lojas físicas.

SAUDADE Agora, com a flexibilização, muita gente voltou às compras nas lojas físicas. Mesmo antes da confirmação da volta de parte do comércio, a pesquisa já mostrava que 57,6% dos entrevistados pretendiam comemorar o Dia dos Pais, e 21,5% ainda estavam na dúvida. Devido a pandemia, 23,7% dos entrevistados pensavam em fazer apenas uma chamada de vídeo para os pais, enquanto 20,7% estavam dispostos a vista-los - número mais elevado do que no Dia das Mães, quando apenas 13,4% pretendiam vê-las pessoalmente. Entre os que não pretendiam celebrar a data, 8,8% não queriam arriscar um encontro com a família, mesmo com a flexibilização do isolamento. Do grupo ouvido na pesquisa, 35,9% moram com os pais, e 64,1% não.
Mesmo assim o e-commerce deve liderar novamente o fluxo comercial. De acordo com pesquisa, 47,8% dos consumidores entrevistados disseram que iriam comprar presentes pelos canais digitais - sendo 30,1% em e-commerces, e 17,7% nas redes sociais (Instagram, Facebook e, especialmente, Whatsapp). 

OFERTAS Neste ano, 59,7% dos consumidores entrevistados estavam dispostos a gastar entre R$50 e R$200. Mas 48,2% dos potenciais compradores buscam por ofertas nos sites das lojas, 39,6% via sites de busca, 29,8% através de comparadores de preços, e 27,8% dos casos pelas redes sociais. Vale destacar também os aplicativos como canal de pesquisa em ascensão. Antes da pandemia, 38,7% dos consumidores já utilizavam o aplicativo. Agora, os apps devem representar 34,6%.  Entre os itens mais procurados pelos consumidores estão moda e acessórios (46,9%), e eletrônicos e informática (28,6%).  

PUBLICIDADE Mudança também no conteúdo publicitário. A relação entre pais e filhos vem se transformando nos últimos anos. O pai "chefe de família", responsável em prover o sustento e liderar as ações de seus lares, ainda resiste por aí. Porém, a transformação cultural mostra pais mais presentes, mais participativos, mais colaborativos nas ações domésticas, mais sensíveis e expressivos. Na década de 1980 o slogan "não basta ser pai, tem que participar", criado pelo publicitário Duda Mendonça em 1984, ficou famoso. Agora, em plena pandemia do coronavírus, participar deixou de ser uma opção 
Por isso, nos comerciais, predomina o tema da maior proximidade dos país com os filhos neste período de pandemia. O isolamento social forçou essa aproximação, com muitos os pais e os filhos permanecendo mais tempo em casa. As propagandas retratam os pais mais carinhosos, mais amorosos e sensíveis às necessidades da família. Ao contrário daquele passado de pais mais durões, os comerciais mostram que é possível continuar sendo um super-herói para o filho sem ter que abandonar a essência paterna. 


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