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Estado de Minas arte final

Mundo mais "tech-love" exige marcas mais conscientes


09/08/2020 04:00

(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

 
Pesquisa realizada com 32 mil pessoas de diferentes países, no pico mundial da pandemia - entre março e abril -  mostra que a pandemia deixou o povo mais "tech-love". O estudo foi desenvolvido em 22 mercados mundiais, incluído o Brasil, pela Digital Society Index (DSI), da rede global de agências de marketing Dentsu Aegis Network, para avaliar como as pessoas passaram a interagir com a tecnologia. E revela o sentimento positivo de um terço (29%) dos entrevistados, que acredita que a tecnologia lhes permitiu se conectar com amigos, família e com o mundo ao seu redor durante o confinamento, enquanto uma proporção semelhante (29%) das pessoas em todo o mundo acredita que a tecnologia lhes permite relaxar e espairecer em um momento de potencial estresse.
O estudo mostra, também, o outro lado da moeda. É precisa que as marcas pensem bem mais na saúde e no bem-estar dos consumidores, além de apenas faturar com a venda de seus produtos. Isso porque a longo prazo a tendência é ocorrer o "techlash", aquela sensação negativa em relação à tecnologia já observada em todo o mundo, em alguns países mais do que outros. De acordo com a pesquisa, 57% das pessoas acreditam que hoje o ritmo da mudança tecnológica é muito rápido (situação que tem sido consistente desde2018). E cerca da metade dos pesquisados acredita que as tecnologias digitais estão aumentando a desigualdade entre ricos e pobres, sentimento mais observado na África do Sul (61%), China (61%) e França (57%).
EVOLUÇÃO O estudo revela que as pessoas nos mercados emergentes estão aprendendo novas habilidades e aprimorando seus conhecimentos, alimentados pelo crescimento das soluções digitais e dos cursos on-line. Com mais tempo em casa para aprender e se aprimorar, quase metade das pessoas pesquisadas na África do Sul (46%), México (44%) e Brasil (43%) usam a tecnologia com essa finalidade. Isso se compara a um quinto das pessoas no Reino Unido (18%) e um quarto nos EUA (24%) que também têm usado a tecnologia para melhorar o desempenho usando aplicativos educacionais, por exemplo. 

FÍSICO E MENTE As pessoas na África do Sul aparecem usando a tecnologia para monitorar sua saúde física e mental mais do que em qualquer outro país, com um terço (29%) dos entrevistados da pesquisa dizendo que verificam aplicativos de saúde ou usam dispositivos vestíveis. Em seguida, um quinto dos poloneses, cingapurianos e brasileiros (22%). Quase um quinto (17%) de todos os americanos dizem que fazem o mesmo. 

INTERAÇÃO Uma parcela crescente das pessoas em todo o mundo acredita na capacidade da tecnologia de resolver desafios sociais, questões de saúde como a COVID-19 - 42% em 2018 contra 45% em 2019 e agora 54% em 2020. Esse otimismo se traduz no aumento das expectativas das pessoas quanto às marcas. A pandemia tem forçado as empresas a reconsiderar suas interações com os consumidores. Quando se trata de fornecer novos serviços para ajudar as pessoas física e mentalmente, 66% das pessoas no mundo dizem que não apenas "querem", mas esperam que as organizações usem a tecnologia de uma forma que tenha impacto social positivo mais amplo nos próximos cinco a dez anos. Mais da metade nos EUA (60%) e no Reino Unido (59%) sente-se assim, com as pessoas na China (84%) e na África do Sul (82%) precisando mais.
Além disso, no futuro, toda marca será uma "marca de saúde". Dois terços dos consumidores esperaram que as marcas desenvolvam produtos e serviços que melhorem sua saúde e bem-estar. Este é particularmente o caso dos mercados emergentes - por exemplo, oito em cada dez pessoas na China, Brasil e África do Sul têm essa expectativa.

CUIDADOS Enquanto as pessoas nas economias emergentes são as que mais adotaram a tecnologia durante o confinamento, elas também são as que mais provavelmente terão percepções mais negativas. Por exemplo, 64%(contra 55% em 2019) das pessoas na China acreditam que a tecnologia teve impacto negativo em sua saúde e bem-estar, seguidas por Cingapura (47%) e Hong Kong (41%). E mesmo que a mídia social esteja ajudando as pessoas a se manterem conectadas, quase um quinto das pessoas no Reino Unido (17%) e nos EUA(14%) entendem que a tecnologia fez com que se sentissem mais estressadas mentalmente e mais difíceis de espairecer. Isto é maior que a média global de uma em cada 10 pessoas (13%).


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