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Estado de Minas ARTE FINAL

Briefing


postado em 05/07/2020 04:00

BOICOITE AO ÓDIO

Quando se diz que as marcas – grandes ou pequenas – precisam se posicionar diante dos movimentos sociais, não basta fazer de conta com a inclusão de negros nos comerciais ou adotar discursos politicamente corretos em sua publicidade. As empresas podem – e devem – ser agentes de transformação social. Ótimo exemplo de como mostrar ao consumidor que se importa e está ao seu lado é o boicote de mais de 150 marcas às redes sociais do Facebook no movimento Stop hate for proflit (Pare de dar lucro ao ódio, em tradução livre). Iniciado nos Estados Unidos por grandes marcas como The North Face, Patagonia, REI, Ben & Jerry’s, Eddie Bauer e Magnolia Pictures, o movimento ganhou a adesão da Unilever, Coca-Cola, PepisCo, Ford, Adidas e Microsoft. 

SEM GRANA 

Alinhadas ao movimento de organizações dos direitos civis como a NAACP, Associação Nacional para o Progresso da Cor, e a Liga Antidifamação, que pedem um maior posicionamento das redes sociais contra o discurso de ódio, as marcas anunciam que irão deixar de veicular peças publicitárias também no Instagram e Twitter, nos Estados Unidos, até o final do ano. O Twitter é apontado como polarizador da acirrada disputa política por conta da eleição presidencial norte-americana. É bom que marcas nacionais brasileiros também usem dos mesmos recursos para combater o discurso do ódio e as fake news no Brasil. 

MBA EM FOCO 

O setor de eventos é fortemente atingido pela pandemia. Pesquisa do Sebrae aponta que 62,5% dos entrevistados acreditam na redução de 76% a 100% do faturamento em relação ao mês de abril do ano passado. Mas a nova realidade na gastronomia e hotelaria? Este é o tema de mais uma edição gratuita e on-line do MBA em Foco, que Senac irá promover na próxima quarta-feira, às 19h. A instituição convidou o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e ex-presidente da Embratur, Leônidas Oliveira, e o empresário gastronômico Rodrigo Ferraz, diretor-geral do Projeto Fartura – Comidas do Brasil, que contempla expedições gastronômicas em todo o Brasil e Portugal, para discutirem, com mediação do gerente de produtos de hospitalidade do Senac, Hans Eberhard. O bate-papo acontece no YouTube do Senac Minas. A inscrição é feita com antecedência pelo Sympla. 

LANÇAMENTOS NA LIMPEZA

Enquanto alguns setores, especialmente os de serviços, padecem na pandemia, outros ganham em relevância. É o caso da categoria de produtos de limpeza. Depois de um salto nas vendas de água sanitária, ao lado do álcool em gel, o consumo de outros produtos na linha de limpeza também cresceu. Com isso, as marcas anteciparam lançamentos com adequação ao novo momento. A Unilever, por exemplo, apresentou novidades nas marcas Brilhante, OMO e Cif, assim como a marca Minuano. Somente na marca OMO a empresa lançou, durante a quarentena, uma linha de desinfetantes líquidos em três fragrâncias, que, segundo a companhia, é o primeiro produto do Brasil com eficácia comprovada contra o vírus da Covid-19, obtendo, inclusive, aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

IDENTIDADE VISUAL

O Brilhante, que segundo a companhia foi o primeiro produto com função sanitizante do mercado, também lançou o Brilhante Delicadeza Total. A linha Cif foi teve sua identidade visual totalmente reformulada para melhorar a identificação dos principais benefícios de cada produto, além de ganhar novos itens em formato aerossol, lenços umedecidos, multiusos em pó, em gel e perfumados. A marca terá filme para TV aberta e ações em redes sociais da marca para divulgar o lançamento de Brilhante Delicadeza Total.

‘sOMOs’

No marketing, OMO teve uma boa sacada na campanha em TV aberta e digital explorando o conceito  “sOMOs uma família completa para cuidar da sua”. Já a linha Cif, com a FBiz, está realizando uma ativação chamada #CantinhoBemCuidado, uma rede de dicas de cuidado com a casa para aproximar a marca de celebridades, digital influencers e consumidores reais. O principal foco será nas redes sociais. Na TV, o filme que segue o mesmo storytelling é da Mullen Lowe. 

COVID-19 X PUBILICIDADE 

Pesquisa da Kantar Thermometer confirma que o número de campanhas publicitárias sobre Covid-19, na semana entre 8 e 14 de junho, é menor se comparadas a maio. Porém, como a redução não é linear –há semanas em que o número aumenta ou diminui, o estudo indica que o tema tem predominância no contexto da pandemia. No eixo Rio/São Paulo, por exemplo, 23% dos anunciantes e 17% de todas as inserções publicitárias na TV Aberta mencionaram o novo coronavírus no período analisado. Em seguida, aparecem publicidades de instituições financeiras e lojas de departamento.

TV E RÁDIO

Após o crescimento extraordinário nas primeiras semanas de isolamento social, o consumo de televisão se estabilizou. Os patamares continuam acima dos anteriores à crise em quase todas as regiões, com destaque no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Para o rádio, pessoas de todas as idades mantiveram seu consumo do meio, mas o uso de plataformas varia entre elas. Pessoas entre 25 a 29 anos escutam rádio mais em serviços de streaming e podcasts do que a média, enquanto as faixas etárias entre 30 a 34 e de 35 a 39 anos tendem a ouvir mais no site ou aplicativo das emissoras de rádio. Todas as faixas etárias escutam no dial na mesma média, com um consumo um pouco maior das faixas mais elevadas. Veja pesquisa completa em http://br.kantar.com/covid-19/.

SENHA ATRAPALHA 

Com o crescente aumento das fraudes on-line, para realizar compras no sistema e-commerce o usuário precisa cuidar bem de sua senha. Só que ela tem sido uma barreira contra vendas, de acordo com um estudo da FICO, empresa de software de análise preditiva. Seu estudo identificou que 37% dos consumidores brasileiros já desistiram de uma compra por esquecer sua senha. E mostra que alguns hábitos das pessoas para recordar suas diversas senhas representam riscos. Por exemplo: 29% dos consumidores utilizam 5 ou menos senhas em todas suas contas e 23% optam por deixar todas anotadas num caderno ou no próprio celular. Para aumentar a segurança, 86% concordam em fornecer sua biometria para seu banco e 89% aprovam que a instituição financeira analise a forma como digitam sua senha para ampliar a segurança. Entre os recursos biométricos, 83% utilizariam impressão digital, 54% leitura facial e 35% varredura ocular.

MARCAS VALIOSAS 

As impressionantes valorizações de Amazon e Microsoft e a estreia do TikTok entre as 100 Marcas Mais Valiosas do Mundo são destaques do ranking BrandZ 2020, pela Kantar e o grupo WPP. No topo da lista, a Amazon mantém a liderança, com valorização de 32%, atingindo US$ 415,9 bilhões, seguida pela Apple, com alta de 14% e valor de US$ 352,2 bilhões. Após avançar 30% em seu valor, que atingiu US$ 326,5 bilhões, a Microsoft ganha uma posição, aparecendo em terceiro. O Google, que foi líder em 2018, perdeu mais uma posição e agora está em quarto, com alta de 5% e valor de US$ 323,6 bilhões.


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