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Estado de Minas ARTE FINAL

Final do Super Bowl com política e recorde publicitário


postado em 02/02/2020 04:00

A política não é novidade no Super Bowl, mas desta vez o investimento está mais pesado (foto: Reprodução/Divulgação)
A política não é novidade no Super Bowl, mas desta vez o investimento está mais pesado (foto: Reprodução/Divulgação)

 
As cotas dos comerciais da final do Super Bowl neste domingo, no Hard Rock Stadium, em Miami (Flórida), entre o San Francisco 49ers e Kansas City Chiefs, espaço publicitário mais caro do mundo, estabeleceram novo recorde de vendas. As cotas se esgotaram no final do ano passado, o que não acontecia há cinco anos, mesmo com os valores de 30 segundos variando entre US$ 5 milhões e US$ 5,6 milhões. O preço é superior ao cobrado pelo canal CBS, que foi responsável pela transmissão no ano passado. 
 
Um dos fatores para o esgotamento antecipado teria sido a redução no número de inserções comerciais de cinco para quatro. A última vez que todos os espaços foram comercializados com antecedência foi em 2013. Curiosamente, a final do ano passado, em Atlanta, teve a pior audiência da década, com 98.2 milhões de americanos, o que poderia levar a imaginar maior dificuldade de comercialização nesta temporada. Porém, o crescimento das interações nas redes sociais para 32.3 milhões durante a partida atraiu grandes marcas, como a Pepsi, por exemplo, que leva o naming right do show do intervalo da partida. 

INTERVALO ADiCIONAL Para compensar, a empresa preparou um intervalo adicional. Seth Winter, vice-presidente executivo de vendas da Fox Sports, explicou que o intervalo adicional deve ocorrer quando houver uma parada imprevista na partida, o que segundo ele, justifica uma "interrupção orgânica". "Trabalhamos diariamente com a NFL para tentar descobrir uma maneira de expandir o inventário sem prejudicar o jogo", disse Winter.
 
Quando anunciou que as cotas haviam se esgotado, em novembro do ano passado, o executivo explicou que a demanda desta edição respondia à melhora da economia dos Estados Unidos e ao plano de investimento em mídia que a Fox havia colocado na rua com muito mais antecedência que as emissoras anteriores CBS e NBC.
 
No total, serão exibidos 28 comerciais de longa duração na transmissão. Mesmo com a adição de outro intervalo comercial, Winter diz que a transmissão ainda terá menos interrupções do que anteriormente. O evento detém 19 dos 20 maiores registros históricos da TV norte-americana. A grandiosidade fica mais clara quando é observado que o Super Bowl fica atrás somente da Copa do Mundo e das Olímpiadas, no ranking dos maiores eventos esportivos do mundo, quando avaliado sob o ponto de vista financeiro.

POLÍTICA Tanto o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como o ex-prefeito de Nova York e pré-candidato às primárias do Partido Democrata para a presidência, Michael Bloomberg, também compraram mídia na final de hoje. Segundo o The New York Times, cada um desembolsou US$ 10 milhões cada por 60 segundos no intervalo do jogo.
Inicialmente, o diretor de comunicação da campanha de Trump, Tim Murtaugh, afirmou que sua equipe estava "elevando o nível da campanha" do presidente, candidato a reeleição, o que "inclui iniciativas sem precedentes para eleitores latinos, negros e mulheres". No entanto, pelo teor dos últimos investimentos em comunicação de Trump nas últimas semanas, não está descartada a possibilidade de que o comercial tenha um viés anti-impeachment, já que neste período está acontecendo o processo de julgamento do presidente no senado.
Já a comunicação de Bloomberg já afirmou em diversas ocasiões que o comercial do pré-candidato do Partido Democrata para a presidência fará um ataque direto a Donald Trump. Ainda não se sabe se esses 60 segundos de ambos serão utilizados em um único comercial ou diluídos em dois filmes. Também não há informação se os anúncios dos políticos vão aparecer mais para o início da partida ou no intervalo final. De acordo com o Advertising Age, o que se sabe é que a Fox pretende isolar os comerciais de Trump e Bloomberg, em relação aos anúncios de marca, já que muitos anunciantes demonstraram preocupação antecipada com a questão. Em entrevista para a NBC, Harris Diamond, diretor executivo da McCann Worldgroup, que tem Verizon e Microsoft como clientes, afirmou que os clientes estão discutindo o impacto de comerciais políticos e seus efeitos nas conversas de mídia antes e depois do jogo.

PESO DE OURO Os ingressos para a final podem chegar a milhões de reais. Um camarote com suíte estaria custando algo em torno dos US$ 999 mil (cerca de R$ 5.561.077,58). No Vivid Seats, site de vendas, o ingresso mais barato custa R$ 18.100 (US$ 4.161), enquanto que o mais caro custa R$ 2.113.012,00 (US$ 485.750), sendo que esses são os valores mais em conta encontrados nos sites especializados na venda dos bilhetes.


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