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Estado de Minas ARTE FINAL

Contagem próximo do título de "Cidade dos Idosos"


postado em 01/12/2019 04:00

Estudo dos Grupos de Convivência dos Idosos de Contagem realizado pelo Instituto Ânima, por meio do Programa Universidade Aberta à Pessoa Idosa do Centro Universitário UNA, em parceria com o Conselho Municipal do Idoso e a Prefeitura de Contagem, aponta crescimento acelerado da população idosa no município. 
 
Segundo dados da pesquisa, Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), conta com 101 grupos de convivência. A concentração de grupos não é por acaso. De acordo com o IBGE, o município conta com uma população de 601,4 mil habitantes, sendo que 57% são de pessoas com idade acima de 65 anos. Isso significa que 342,7 mil idosos vivem na cidade. Os dados evidenciam um ritmo acelerado de mudança no perfil demográfico do município, que está muito próximo de receber o título de "cidade de idosos".
 
 A procura por grupos vai ao encontro do perfil do idoso contemporâneo, que busca um envelhecimento ativo. Segundo a professora da Una Narjara Garajau, responsável pela pesquisa, as atividades realizadas em grupo colaboram para preservar a capacidade funcional, promovem melhorias na autoestima, a independência e o sentimento de pertencimento. Esses dados são importantes para o mercado, para balizar novos investimentos em serviços e estrutura física. As marcas que produzem para essa importante parcela da sociedade, estão cada vez mais focadas nos novos nichos de mercado.
 
FORTALECIMENTO A professora aponta que havia uma carência de dados que subsidiassem o desenvolvimento de novas estratégias voltadas ao fortalecimento da garantia de direitos desse público. "A pesquisa visa contribuir para que o município intensifique seus avanços para garantir um envelhecimento saudável e ativo da sua população. Um envelhecimento bem-sucedido não significa estar apenas livre de doenças, mas também ter boa qualidade de vida", diz.
 
 Ela ressalta a necessidade de fortalecer o sentimento de pertencimento dos idosos não somente nos grupos de convivência, mas na dinâmica social da cidade. "Esse novo conceito de envelhecimento mostra a responsabilidade do setor público e da sociedade civil em contribuir para a melhoria do bem-estar dos idosos nos seus múltiplos aspectos", destaca.
 
MULHERES A faixa etária mais presente nos grupos é de 60 a 65 anos, sendo a maioria de mulheres (89%). O indicador quanto ao tempo de participação no grupo de convivência foi 59% de 01 a 03 anos e na sequência 22% de 4 a 7 anos.
 
Para a pesquisadora, é fundamental a valorização dos grupos, mas não se pode ignorar algumas fragilidades de estrutura física, e pontos de melhorias como atividades voltadas para o perfil da idade, acompanhamento por profissionais das áreas de saúde e educação física. "É preciso repensar a função social, realizar boas práticas com foco no idoso de hoje, com foco em um legado para as próximas gerações que estarão vivenciando cada dia mais", conclui. 
 
 O estudo foi financiado com recursos do Fundo Municipal do Idoso do Município. A coleta de dados para o diagnóstico foi realizada entre 2014 e 2019. Foram aplicados mais de 1500 questionários, e mais de 532 entrevistas com representantes dos grupos e idosos frequentadores dos grupos.


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