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Estado de Minas

Perfil de inverno

Feira confirma os trends da próxima estação com ampla oferta de propostas em coleções leves voltadas para clima tropical


postado em 27/10/2019 19:30 / atualizado em 27/10/2019 19:32

Body preto da Lindelucy, marca de lingerie de Juruaia(foto: divulgação)
Body preto da Lindelucy, marca de lingerie de Juruaia (foto: divulgação)


Embora o projeto expográfico tenha sido o mais simples dos últimos tempos, apesar de algumas marcas conceituadas, que ocupavam grandes estandes na feira, tenham optado por lançar suas coleções em seus showrooms ou reunidos em hotel de luxo, a 25ª edição do Minas Trend, que terminou na sexta-feira, no Expominas, cumpriu seu papel primordial, que é o de fomentar negócios.
Os cerca de 450 lojistas credenciados pelo Projeto Comprador da Fiemg vieram conferir os lançamentos para o inverno 2020 que, por sinal, está cada vez adaptado ao clima tropical brasileiro. Tecidos leves e fluidos predominam na maioria das grifes resultando em uma estética bem feminina, mesmo quando a cartela de tons é mais fechada e invernal.
 
A homenagem ao setor têxtil, origem de toda a cadeia produtiva da moda, foi o fio condutor das atividades trazendo consigo a participação mais efetiva de empresas da área. Se o algodão foi o protagonista da história contada nesta temporada, a Rhodia aproveitou a ocasião para mostrar o quanto as matérias-primas avançaram nos últimos tempos celebrando, no Minas Trend, os 100 anos de atividades no Brasil com o lançamento do Amni Soul Cycle, o único fio têxtil de poliamida reciclada e biodegradável do mundo.
 
Isla(foto: Divulgação)
Isla (foto: Divulgação)
 
 
Em um balanço geral, enquanto o setor de vestuário diminui com baixas significativas - porque nele o espírito corporativo perde para o individualismo e as empresas costumam mirar apenas o seu umbigo -, e o de calçados mantém-se estável, o segmento das bijus vai de vento em popa e pulsa na feira.

Fluidez Mas é na diversidade de propostas das marcas participantes do salão de negócios é que está o seu grande diferencial. Na coleção Expedição Oriente, a FC Brand, nova marca exclusiva de pedidos do grupo Fruta Cor, os shapes remetem à elegância e sensualidade das mulheres das décadas de 1940 e 1970. Fluidez, ombros marcados e cintos valorizam a silhueta. Estampa liberty e inspiradas em tapeçaria aliam-se aos tons frescos dos índigos e aos picantes em páprica, mate e açafrão. A cartela aposta ainda no off white, crus e pink.
 
Donna Brasil(foto: Divulgação)
Donna Brasil (foto: Divulgação)
 
 
Foi numa viagem à Índia que Célia Bicalho encontrou o tema para o inverno da UH Premium. Envolta pela cultura milenar e misticismo indianos, ela percorreu várias cidades, escolheu os tecidos, aviamentos, cores e decidiu desenvolver a coleção no país. Fiel ao DNA da marca, conhecida pelas misturas ousadas e pelo gosto específico das irmãs Bicalho, o resultado é surpreendente, marcado por passamanarias preciosas aplicadas em vários pontos das roupas, de saias esvoaçantes à jaqueta jeans com aplicação dourada, bem barroca.
 
No caso da Romaria Essencial, a referência é Marrakech e suas influências culturais e decorativas apoiada em uma cartela desértica, que passa pelos tons de terracota, sálvia, amarelo açafrão, vermelho-pimenta. A mulher da marca é leve, embalada por crepes, tules, rendas, estampas de arabescos advindas das tapeçarias, maxiborboletas com aspecto abstrato, floral liberty.
 
UH Premium(foto: Wolf Wagner/divulgação)
UH Premium (foto: Wolf Wagner/divulgação)
 

Festa A Arte Sacra, por sua vez, continua investindo nos vestidos bordadões para festas, mas lança uma coleção específica para comemorações de 15 anos com peças versáteis, que se desdobram em até dois looks, com muito tules e bordados mais delicados. A Thays Temponi segue a mesma linha da concorrente. O tema da coleção é a arte indígena da região amazônica. Os bordados passeiam pela vegetação, pinturas corporais, flechas, tramas de cestaria. Pela primeira vez, a estilista homônima investe em uma linha para convidadas em tecidos lisos em que tais motivos surgem localizados e pontuais.
 
Ainda no setor party, vale mencionar as bolsas da Donna Brasil, de São Paulo, e as da mineira Isla. Em ambas a novidade são as fibras naturais, mas tratadas de formas particulares. Na primeira, destacam-se a abacá ( fibra de bananeira), as carteiras em ráfia arrematadas com pedras naturais, as pinturas coloridas manuais em algumas peças, o mix de fibras em uma mesma clutch, o apelo das franjas. Na Isla, a coleção A mar vem com formas e adornos relacionados ao mar.: bags em vime com formas de peixe, caranguejo, cavalo marinho, detalhes em conchas e pérolas. Interessante a mistura do sisal com palha indiana, aquela palhinha usada em cadeiras.
 
Linha Aruba, de Cláudia Marisguia(foto: Wolf Wagner/divulgação)
Linha Aruba, de Cláudia Marisguia (foto: Wolf Wagner/divulgação)
 

Novos e antigos Outra novidade do Minas Trend foi a participação de 43 empresas dos setores do vestuário, bijuterias, calçados, bolsas, através do subsídio dos sindicatos que os representam em Minas Gerais, dentro do programa de capacitação Fiemg Competitiva. O Sindicato das Indústrias de Vestuário – Sindivest-MG -, por exemplo, trouxe um grupo do segmento de moda praia e lingerie de Juruaia, representado pelas marcas Íntima Passion, Ouse e Use, Angelical, Lindelucy e Le Jolie, para participar pela primeira vez da feira. “A cidade, considerada a capital da lingerie, conta com grandes empresas que têm uma produção sofisticada e de qualidade importante para a economia de Minas Gerais e do país”, enfatiza Rogério Vasconcelos, vice-presidente do Sindivest-MG e à frente do projeto. Para fomentar negócios, o sindicato fez uma parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte - CDL/BH, que convidou seus associados para conhecer e adquirir produtos das grifes.
 
Amanda de Nardi também estreou na feira pelo mesma programa e por meio do Sindijoias. Com um design autoral, a estilista usa o diamante sintético como material. Esses ‘novos diamantes’ são o insumo principal da coleção Luminar. Nela, a empresária mostra como é possível valorizar o design e o conceito estético, sem deixar de lado a responsabilidade social e ambiental como critério de trabalho. São cerca de 20 itens irmãos  de alta joalheria – brincos, chokers e pulseiras - que brincam com os formatos geométricos angulosos e trazem um toque minimalista, sofisticado e moderno.
 
Veterana no mercado, a Cláudia Marisguia apostou no Caribe, seus encantos naturais, cores em segmentos distintos. A linha Aruba chega com peças exclusivas com detalhes de contas estilizadas, cavalos marinhos, estrelas do mar e peixes, pinturas vitrificadas, pérolas e pedras naturais, representando a fauna marinha e paisagens das praias paradisíacas. Na Curaçao, prevalece a geometria em pedras lapidadas, metal e resina, homenageando a arquitetura local e seus edifícios históricos. E a linha Saint Martin traz shapes elaborados e sofisticados trabalhos manuais.Outra marca veterana sempre presente  é a Lenny e Cia, que homenageou em seu inverno a rainha Elizabeth e a duquesa de Sussex, além da rainha fictícia Malévola. A atmosfera luxuosa da coleção passa por cristais, pedras multicoloridas, python negro, aplicações de franjas e correntes, além de estampas de camélias e rosas em escarpins e mules..


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