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Estado de Minas

Vitrines da moda

Apesar da crise, o mercado fashion reage com a abertura ou ampliação de lojas sofisticadas


postado em 05/05/2019 05:08

(foto: Edy Fernandes/Divulgação )
(foto: Edy Fernandes/Divulgação )

Acredito que a expansão de negócios de meus clientes será vitoriosa, todos têm experiência de mercado - Manu Diniz, RP

Dois movimentos constantes têm regido a moda no momento atual: o desânimo diante do anúncio de fechamentos de pontos de vendas e aplausos para os empreendedores que, apesar do cenário econômico nacional, resolvem desafiar o mercado abrindo novas lojas. Estas ações são alentadoras, indicam que, apesar das dificuldades, há possibilidades para os confeccionistas escoarem seus produtos.

As notícias são melhores para o mercado de luxo, que prioriza marcas conceituadas participantes de feiras importantes e coleções que envolvem valores agregados – como pesquisa de produtos, materiais nobres, boas equipes de estilo. Isso porque os espaços recém- criados estão voltados para um público feminino ávido de novidades e com bom poder aquisitivo. Do ano passado para cá, alguns deles se destacaram, não só pela localização e ambientação, mas também na forma de comunicar que chegaram para valer. Para isso, investiram em profissionais especializados em relações públicas, com mailings bem específicos, gente que se movimenta à vontade no universo de mulheres bem posicionadas social e profissionalmente.

Um belo exemplo é a loja Carpe Diem, inaugurada em setembro, no Bairro Belvedere, e apresentada ao público por Maria Flávia Zech Coelho. A maison de dois andares tem 200 metros quadrados, uma escada cinematográfica unindo os pavimentos, e foi totalmente concebida pela arquiteta Laura Costa. A empresária Thatiane Araújo, de 30 anos, optou por uma concepção clássica, em tons de rosê, que mixasse leveza e aconchego, permitindo que suas clientes, ao chegarem, se sentissem em casa, diante de um closet gigante. “Foi essa a minha intenção desde o começo, porque a cliente da Carpe Diem é assim, uma mulher moderna e clássica ao mesmo tempo. E eu adoro estes dois estilos juntos, é funcional e comercial”, revela Thati.

A loja conta ainda com um “bar”, que funciona como uma área de lazer, onde elas podem ser mimadas com comidinhas e bebidinhas. Pelas araras, predominam marcas mineiras, como Skazi, Anne Fernandes, Patrícia Bonaldi, Ammis, parceiras de longa data, que convivem com outras de fora do estado, como a Tigresse.

A Carpe Diem teve início no Bairro Sion, onde cresceu e ganhou nome. Nove anos depois, veio a necessidade de ampliação e a busca por um ponto comercial melhor. Daí que Thatiane não é neófita no segmento. Na verdade, formou-se em design de interiores pela Fumec e fez também faculdade de administração de empresas, o que foi de grande importância para ajudá-la na condução dos negócios. Como toda mulher que se preze, desde pequena ela amava moda.

“Tenho um tio que brinca comigo dizendo que eu parecia uma ciganinha de tantos anéis e acessórios que usava. Olhava as revistas, pedia a costureira de minha mãe para fazer “aquele” modelo, mas sempre queria mudar uma coisa e outra. Comecei à trabalhar desde cedo, já tem 10 anos que estou nesse mercado, sempre muito feliz com a minha decisão, porque realmente me entrego de corpo e coração”, ela conta. Para acertar a mão, sua opção é se colocar no lugar da cliente em todas as situações, particularmente no quesito desejo. “Elas estão pelo mundo inteiro, muitas se tornaram grandes amigas”, completa.

Região próspera Além da Carpe Diem, outros pontos foram abertos em bairros elegantes. A RP Manuela Diniz conta que, só neste inicio de ano, foi contratada para inaugurações de três espaços: a Lethís Store, da empresária Letícia Puppim, a Nassala e a Mimame, de acessórios sofisticados, que mudou de endereço. Isso além de ter comandado o lançamento de um novo segmento – o casual chic – no La Vita, marca que se dedicava, até então, ao sob medida para noivas e festas de modo geral.

Coincidentemente, todos eles – exceto a Mimame, que está no Belvedere –, estão situados na mesma região: o Vila da Serra. Segundo Manu, a cidade cresceu para esse lado e as pessoas estão cada vez mais bairristas. Ninguém tem muito tempo sobrando para ficar se deslocando para longas distâncias e ganha quem estiver mais perto e com o produto certo. “Os lojistas estão indo para onde seus consumidores estão”, diagnostica.

Os investimentos no local, inicialmente voltados para casais mais jovens, conquistaram fatia da população que quer morar mais perto do verde, das montanhas, e isso resultou em uma infraestrutura completa e atraente. “Existem muitas opções, um mix muito bom de lojas, bares, restaurantes, escolas e serviços de conveniência”, ressalta. Ela acredita que, no caso dos seus clientes, a expansão de negócios será vitoriosa, até porque todos são competentes, já têm know how e experiência de mercado. “No caso da Nassala, por exemplo, foi inaugurada uma nova unidade. É uma multimarcas de roupas femininas, que existe há 10 anos, agora com marca própria infantil, a Nassalinha. A La Vita tem tradição, é a maior loja de noivas e vestidos de festas da cidade, abrindo um novo braço. A proprietária da Lethís é sócia da Baixú, loja de acessórios no Bairro Sion, que também tem 10 anos”, pontua.

Para a inauguração da Lethís Store, por exemplo, Manu fechou uma parceria com a Mercedes Benz, via concessionária Bamaq Automóveis, cujos carros, com a logomarca da loja, foram buscar seus convidados mais ilustres. Para comemorar a abertura da primeira loja solo, a empresária Letícia Puppim encomendou um evento para 400 convidados. O projeto da arquiteta Rachel Ramos resultou em um visual clean e elegante, nos tons cinza e rosê. Interessante notar é que parte relevante das labels oferecidas são de Belo Horizonte: entre elas, Skazi, Lore, Rosa Dhalia, Strass. Tem ainda Galeria Tricot, Dress & Co, Carrano...

Em Lourdes Marcela Vilela e Sílvia Yamaguchi se conheceram quando eram estudantes e fundaram a Mercado, há 15 anos, cuja primeira unidade foi na Rua Paraíba, na Savassi. O que chamou a atenção, desde o início, foi o caráter democrático do espaço, atendendo a todas as idades e gostos, oferecendo marcas jovens e descoladas com preço convidativo. A ideia deu tão certo que mais duas unidades foram abertas, inclusive no Vila da Serra.

Para Lourdes, no entanto, Marcela e Silvia pensaram em algo mais luxuoso e investiram na It, no segmento festa. No início do ano, porém, depois de uma reavaliação, chegaram à conclusão de que o bairro não precisava de mais uma loja de luxo, e sim do que a marca sempre ofereceu. “Resolvemos fazer uma “troca de roupa” transformando a It em Mercado Lourdes”, explica Maria Raquel Brandão, responsável pelo marketing da empresa. Dessa forma, ganharam lugar nas prateleiras labels como Dzarm, Oh, Boy!, Sofia by Vix, Amissima, além das locais Copella Acessórios, Moon, Juliana França, capazes de promover o estilo hi-lo pelo qual a Mercado ficou conhecida. “As antigas clientes continuam a vir e ganhamos outras novas”, afirma Maria Raquel.


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