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Estado de Minas

Da praia para a festa


postado em 14/04/2019 05:08 / atualizado em 14/04/2019 08:10

Fátima Scofield (foto: Fotos: Sebastião Jacinto Júnior/Divulgação )
Fátima Scofield (foto: Fotos: Sebastião Jacinto Júnior/Divulgação )

Já no primeiro dia de desfiles do Minas Trend, deu para perceber que as marcas enxergam um verão com muitas cores e estampas. Fátima Scofield mergulhou a fundo na natureza da Floresta Amazônica, enquanto a Skazi entrou no clima de praia com uma coleção que mistura surfe e alfaiataria. Além disso, o setor de acessórios se manteve no line-up com nomes escolhidos pelo Sindijoias-MG. A noite terminou com o show da banda mineira Jota Quest, que embalou a apresentação da Skazi.

Os volumes voltaram a ser explorados por Fátima Scofield. Na passarela, apareceram alguns vestidos fluidos, em chifon plissado, mas o foco eram as saias volumosas e estruturadas. Feitas em crepe e cetim, elas ganharam pregas, cintura marcada e comprimento midi. No fim das contas, o shape representou bem o tema da coleção, que buscou referências na flora da Amazônia. “Já era uma intenção trabalhar com volumes e eles acabaram dando a ideia do desabrochar de uma flor”, observa o estilista Daniel Corrêa. O decote de um vestido vermelho tinha formato de pétalas.

A marca se inspirou principalmente em uma orquídea que nasceu na floresta brasileira. O desenho dela deu origem a uma estampa que tem cara de animal print, mas, na verdade, é uma ampliação do miolo, cheio de pontinhos. Originalmente, a flor tem a cor branca, mas, como a ideia era fazer uma coleção bem colorida, foram criadas diferentes tonalidades para ela. O roxo se mistura com vermelho em uma versão e com amarelo em outra. Nas peças lisas, a junção de cores vivas resultou em combinações de rosa com laranja e vermelho com roxo.

Um dos desfiles coletivos desta edição foi organizado pelo Sindijoias-MG, que, pela quarta vez, mostra que os acessórios têm o mesmo peso que as roupas. Em clima de balneário chique, quatro representantes do setor apresentaram as suas apostas para a primavera/verão 2020 quando se fala em colares, pulseiras e aneis. “Deixamos as marcas livres para trabalhar com banhos e materiais diferentes, mas todas as peças tinham que ser impactantes”, conta a stylist Mariana Sucupira.

Lázara Design, de Belo Horizonte, optou por reeditar alguns dos seus sucessos, já que está comemorando 25 anos de história. A marca, então, levou para a passarela quatro propostas bem diferentes, que são strass colorido, pérola, murano e couro tingido de prata (que tem aspecto de metal). As peças da Atelier Chilaze, do Rio de Janeiro, se destacam pelas cores, volumes e misturas de materiais, entre eles madeira, resina e cordas. Já a estreante Mariana Amaral, de Santa Catarina, e Hector Albertazzi, de São Paulo, apostaram em correntes, que parecem vir com força nesta próxima temporada.

Os acessórios tinham como base maiôs e saídas com modelagem modernas desenvolvidas pela marca Por, de Bárbara Monteiro e Carlos Penna, que usaram neoprene e seda pura nas cores preta e areia. A modelo Thais Borges fez sua estreia como cantora e deu voz à trilha sonora do desfile.

A Skazi transportou a moda do surfe para a alfaiataria e criou um estilo que privilegia a liberdade. “São roupas fluidas e firmes, ao mesmo tempo, que carregam o movimento do vento e o cheiro do mar”, resume o estilista Eduardo Amarante. Usando uma modelagem mais esportiva, a marca mostrou calças com elástico no tornozelo, jaquetas com zíper e capuz, além de saias e shorts com a mesma amarração das bermudas de surfista. Chamam a atenção casaco inspirado no shape de capa de prancha de surfe e camisas que ganham cauda esvoaçante e parecem se movimentar com a brisa da praia. A novidade ficou por conta do lançamento da coleção masculina, que segue a mesma proposta, de ser uma moda praiana.

Rosa, verde limão e amarelo são as cores que se repetem em listras que reproduzem as ondas do mar e estampas florais totalmente a cara do verão. O tie dye colorido também se destacou na passarela, assim como o “falso jeans”, que, na verdade, é linho pintado a mão de azul-escuro e com pespontos. O estilista ainda usou muito brilho para fazer referência ao glamour das sereias. Algumas das peças chegam a ter 100 metros de strass aplicados manualmente.

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