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Carnaval no Mês da Mulher solta o grito contra o assédio


postado em 03/03/2019 05:09

A campanha
A campanha "não é não" ganhou popularidade e deve distribuir mais de 100 mil adesivos este ano (foto: M. Coletivo/Divulgação)

 

 

O Dia Internacional da Mulher é festejado no próximo dia 8. Por isso, o mercado considera este mês de março o "Mês da Mulher", que começou com o carnaval a todo vapor. Uma coincidência nada agradável quando o assunto é assédio sexual. Historicamente, o assédio aumenta durante a folia. Em pesquisa realizada pela Mindminers, que mapeou e avaliou hábitos e opiniões de consumidores de todo Brasil sobre assédio e carnaval, utilizando-se painel online nas cinco regiões do país, 95% dos mil internautas, entre 18 e 55 anos, ouvidos no estudo relacionaram o aumento do assédio ao elevado consumo de álcool, uso de roupas curtas e clima de pegação exacerbado, entre outros motivos. (Veja o estudo completo em https://content.mindminers.com/or-carnaval-2019)


Para mudar essa realidade, várias marcas importantes, líderes em seus seguimentos estão realizando ações relevantes. Entre elas destacam-se o movimento "Meu Cabelo Não", a #CarnavalSemAssédio. Mas, além de ações próprias, as empresas estão apoiando também outros movimentos. O mais conhecido é o movimento coletivo "Não é Não!", com campanha de conscientização em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Bahia, Pernambuco e Pará.
Durante a festa, o projeto distribui tatuagens temporárias com a frase "não é não" em blocos e outros eventos de rua. Além da participação de marcas, o Não é Não! recebe recursos de financiamento coletivo. A expectativa é de que este ano seja distribuído mais de 100 mil peças com a frase "não é não" durante o período da festa.

CADEIA NELES Vale lembrar que já está em vigor a Lei da Importunação Sexual (13.718/18). Alguém que pratique atos libidinosos, de cunho sexual, como toques inapropriados ou encoxadas sem consentimento da vítima pode ter pena de um a cinco anos de prisão. A importunação sexual é diferente de assédio sexual em termos jurídicos, mas se aproximam no linguajar cotidiano.


O segundo crime é caracterizado por uma relação de hierarquia e subordinação entre a vítima e o agressor, como um chefe e uma funcionária ou um professor e uma aluna. As outras formas de assédio, como a encoxada, são chamadas de importunação. A importunação sexual é praticar ato libidinoso contra alguém sem que a pessoa concorde com isso. Ele quer ter uma realização sexual com aquilo. Se a vítima não consentiu, isso é crime

MAIS ENGAJAMENTO Além do combate ao assédio, a luta contra a exploração sexual infantil, a prevenção ao HIV/Aids e também a doação de sangue são causas que ganham a mídia durante o carnaval. O Instituto Liberta, por exemplo, coloca no ar uma campanha que alerta para a gravidade da exploração sexual infantil, cujos índices aumentam nesta época do ano no Brasil. Com o conceito "Exploração Sexual Infantil. Vamos acabar com esse Carnaval", a campanha, criada pela Cucumber Propaganda, tem um filme com locução da apresentadora Sabrina Sato. A ação inclui, ainda, peças em mídias digitais, aeroportos, jornais, metrôs, relógios de ruas, cartazes, ventarolas e máscaras em blocos de rua com as hashtags #todeolho e #disque100medo.

CAMISINHA O sexo seguro é tema da campanha do Ministério da Saúde. A estatística aponta que os casos de HIV aumentaram 85% no país, em sua maioria entre jovens de 15 a 24 anos. Para fazer o alerta, a campanha usa o cantor Gabriel Diniz, que está bombando com o hit "O Nome dela e´ Jenifer", como embaixador. Com o conceito "Pare, pense e use camisinha", o filme mostra Gabriel dialogando consigo próprio, em sua consciência, sobre a necessidade de usar ou não preservativo.


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