Jornal Estado de Minas

Pesquisa avalia a vida dos jovens brasileiros e de outros 29 países

A nova pesquisa da Viacom International Media Networks apresenta dados importantes sobre o comportamento dos adolescentes brasileiros e de outros 29 países. O estudo global é uma importante ferramenta para o mercado direcionar seus produtos e marcas, além de ajustar o foco da comunicação e outras ações. A pesquisa produziu dados sobre o comportamento de mais de cinco mil jovens. Conhecida como 'My Teen Life: Uma História Global', o objetivo é entender como é a vida dos jovens, o que buscam em seus relacionamentos, o que pensam sobre as instituições, quais são suas esperanças, medos e ambições. Foram entrevistados 5.200 jovens com idade entre 12 a 17 anos de 30 países, incluindo o Brasil.


Além do Brasil, o estudo contou com participantes da África do Sul, Alemanha, Argentina, Arábia Saudita, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Filipinas, Holanda, Hungria, Índia, Indonésia, Itália, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Nigéria, Polônia, Portugal, Reino Unido, Rússia, Suécia e Turquia.
Entre os brasileiros, apenas 7% confiam na polícia, 9% nos líderes religiosos e 0% no governo. Na contramão, a Nova Zelândia é o país em que os jovens mais confiam na polícia (42%). A maioria dos pais (93%) quer que seus filhos sejam capazes de lhes dizer qualquer coisa e 94% acham importante respeitar as suas decisões, sendo que 89% dos adolescentes gostam de compartilhar suas opiniões com seus pais.


Hoje, 82% dos adolescentes admitem se preocupar com a aparência.

Algumas outras preocupações também são atemporais: 7 em cada 10 se preocupam em ser deixados de lado em seus relacionamentos e 39% em não ter namorado (a). No mundo, 60% admitem se preocupar com a aparência (México, 71%, e Argentina, 72%); 59% em ser deixados de lado (77%, e França, 76%) e 31% em não ter namorado (a). Esse percentual é maior na Turquia e Alemanha, ambos com 44%.

REDES SOCIAIS Os adolescentes brasileiros relatam usar redes sociais, em média, 63 vezes por dia, sendo que 64% sentem-se pressionados para responder mensagens no máximo em até 30 minutos. A grande maioria (91%) afirma estar buscando relacionamentos genuínos e próximos. Porém, de acordo com a pesquisa, isso está aumentando no número médio de amigos que os adolescentes têm na vida real, que subiu para 5,6. Antes era 3,6 em 2012.
Já nos outros países essa média é de 50 vezes por dia. Na Argentina, porém, a média é de 90 vezes.
Quanto à pressão nas respostas, no mundo, o percentual é de 61% em até 30 minutos. Rússia (75%) e Malásia (73%) estão acima dessa média.

ATUALIZAÇÃO A maioria dos adolescentes brasileiros (97%) se sente curiosa sobre o mundo e 86% usam a tecnologia para se manter atualizado. Esse alto grau de exposição tornou os adolescentes mais conscientes das injustiças do mundo e céticos quanto às autoridades. No Brasil, apenas 7% confiam na polícia, 9% confiam nos líderes religiosos e 0% confiam no governo. Além disso, cerca de 1 em cada 5 já sofreu assédio on-line, embora o assédio da vida real ainda seja o maior problema, com mais da metade afirmando já ter sofrido bullying.

PRESSÃO SOCIAL A cobrança pelo sucesso está presente entre os jovens brasileiros: 79% estão preocupados em não corresponder ao seu próprio potencial e 80% se sentem determinados a aproveitar a vida ao máximo. No entanto, eles não veem o fracasso como o fim da linha. A maioria (96%) acha que é melhor tentar e errar do que simplesmente não tentar, e 70% se consideram empreendedores. Eles sabem que os planos nem sempre saem como o esperado e que pequenos passos permitem ajustes ao longo do caminho, por isso, 77% se descrevem como adaptáveis e flexíveis.


Na leitura global, a pressão é menor (61%). As exceções ficam com Nigéria (90%), México (82%). Os que estão determinados em aproveitar a vida ao máximo se destacam na Nigéria (97) e EUA (93%). No entanto, a maioria (90%) acha que é melhor tentar e errar do que simplesmente não tentar (Nigéria, 97%), e 67% se consideram empreendedores (Turquia, 88%, e México, 87%), e 82% se descrevem como adaptáveis e flexíveis (Nigéria, 100%, e México, 95%).


CONFIANÇA Os pais de hoje realmente valorizam as opiniões de seus filhos adolescentes. A maioria (86%) quer que seus filhos sejam capazes de lhes dizer qualquer coisa e 87% acham importante respeitar as suas decisões. Como os pais são muito receptivos, os adolescentes se sentem à vontade para compartilhar suas ideias e opiniões com um público mais amplo. A maioria (89%) diz gostar de compartilhar suas opiniões. No mundo, a maioria (93%) quer que seus filhos tenham essa capacidade e 94% acham importante respeitar as suas decisões, e (86%) diz gostar de compartilhar suas opiniões.

REDES SOCIAIS Os adolescentes compartilham tudo em suas redes sociais e (91%) se descreve como alguém que gosta de "compartilhar e conectar" e três em cada quatro dizem compartilhar algo engraçado assim que veem. No mundo, 86% de "compartilhar e conectar" tudo.

Porém, lidera a pesquisa Indonésia, 97%, e Turquia,95%.

DIREITOS Os jovens brasileiros acreditam que todos têm uma história e direito de conta-la livremente, para gerar conhecimento. Nove em cada 10 acreditam que todos devem ter o direito de expressar suas crenças e opiniões. No mundo, do total de entrevistados, 91% acredita que todos devem ter o mesmo direito. Para saber mais, acesse www.natasha.novak@viacombrasil.com

.