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Estado de Minas

Mistura irreverente

Proposta de nova camisaria de Belo Horizonte é mesclar uma modelagem clássica com cores vivas, botões preciosos e acessórios incomuns para vestir as mulheres em qualquer ocasião


postado em 30/12/2018 05:03

(foto: luiza ananias/divulção)
(foto: luiza ananias/divulção)



Entre, fique à vontade. As estilistas Luiza Lima e Chandra Drummond abrem as portas da Patê para mostrar que a moda pode ser versátil com uma única peça: a camisa feminina. “É uma roupa clássica que consegue ser moderna, ao mesmo tempo, e deixa a mulher sempre elegante”, resume Luiza. Em todas as peças, o shape atemporal contrasta com vários elementos irreverentes, como estampas, cores vibrantes, bordados e o canapé (acessório que elas inventaram para enfeitar os botões).


Luiza desenvolveu a modelagem das camisas do zero. “Não usei nenhum modelo como referência. O ponto de partida foi a liberdade da mulher, por isso pensei em um shape com muito conforto, para ela se sentir com muito espaço para se movimentar”, informa. As peças são mais alongadas e o comprimento é ainda maior na parte de trás para garantir o conforto mesmo quando forem usadas com uma calça mais justa. Barra arredondada e mais curta nas laterais, mangas compridas, cavas deslocadas, prega nas costas e carcela (abertura das mangas) propositalmente mais longa também se repetem.


A modelagem é sempre a mesma, mas uma camisa fica completamente diferente da outra a partir da escolha dos tecidos (preferencialmente naturais), cores, botões, bordados ou outros detalhes. Uma pode ter um bolso a mais, enquanto a outra tem um fechamento diferente, por exemplo, no estilo chinês.


Detalhes, aliás, são cuidadosamente pensados para que as peças sejam especiais. Os botões, fundamentais na construção das camisas, são garimpados em armarinhos (“acho muito intrigante encontrar vários modelos diferentes naquele tanto de gavetinhas”), por isso quase não se repetem. Tamanhos e materiais podem variar até na mesma peça. “Eles literalmente fazem o fechamento, tanto que não consigo pensar só nos tecidos, tudo tem que se casar muito bem. Também acho que levam personalidade para a roupa”, analisa. Luiza confessa que o de cerâmica ganhou o seu coração.


Os bordados também ajudam a enriquecer as peças. Podemos citar a camisa Filó, da coleção Quintal, que tem uma galinha em richelieu na lateral. A camisa Botânica traz novamente uma técnica de sobreposição de tecidos através de bordados. Nela, recortes nas cores preto e branco são aplicados em várias partes do tecido amarelo, inclusive nas costas e na gola, em referência às folhas de antúrio.


O toque inovador fica por conta dos canapés, inventados para compor as camisas. Apaixonada por acessórios, Luiza não poderia deixar de criar complementos na Patê. “A primeira função é enfeitar os botões, transformando as camisas, mas você também pode usar em uma corrente como pingente, num lenço como presilha, no prendedor de cabelo”, ensina. Vendidos separadamente, os canapés têm formatos variados (flor e coração são algumas das opções) e se encaixam em qualquer botão até o tamanho 20.


Os acessórios conseguem deixar as camisas ainda mais versáteis. As mulheres básicas podem usar apenas um. Já as mais extravagantes têm a possibilidade de revestir todos os botões com os canapés. A marca ainda lançou nesta coleção três cintos, feitos com os mesmos tecidos da roupa.

INDIVIDUAL Versatilidade é uma característica marcante no trabalho da Patê. A modelagem, apesar de clássica, permite brincar com os usos. Dá para fazer um nó na frente, usar com as mangas dobradas, deixar parte dos botões abertos etc. “Tudo depende do estilo da produção da pessoa, e isso é super legal, porque deixa a camisa mais individual ainda. Cada um vai usar de um jeito”, comenta. A estilista acrescenta que as camisas podem transitar por vários ambientes, do trabalho à festa, do dia à noite. No ensaio, uma das peças aparece combinada com uma calça de paetês.


As coleções sempre começam pela escolha das cores. Muito do interesse de Luiza pelo colorido vem do seu trabalho com tricô (ela já passou pela marca Renata Campos e atualmente integra a equipe da Natalia Pessoa). “Para mim, cor é um tipo de força. Acredito que elas passam uma vibração, trazem alegria, e penso que nós mulheres merecemos estar iluminadas”, opina. Na Patê, os tons são sempre vibrantes. Dessa vez, azul, laranja, rosa, amarelo e verde, a cor preferida da estilista, aparecem em estampas, listras e em peças lisas nada óbvias.


Luiza pensou na avó ao criar a Patê. “A minha avó sempre me inspirou por ser clássica. O guarda-roupa dela só tem camisas e, por influência, o meu também”, conta. Quando decidiu abrir a camisaria, ela convidou para ser sócia a amiga Chandra, estilista de roupa masculina na Zak. Por um curto período, elas trabalharam juntas no estilo da marca de sapatos Luiza Barcelos. Enquanto Luiza cria as peças e cuida do comercial, Chandra desenvolve as estampas e responde pelo financeiro.


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