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À espera do inverno

Passados os desfiles do Minas Trend, que tradicionalmente antecipa as tendências para a temporada seguinte, já podemos esperar um inverno colorido e rico em trabalhos manuais


postado em 11/11/2018 05:05

Manu Mortari e Caleidoscópio(foto: zé takahashi/divulgação)
Manu Mortari e Caleidoscópio (foto: zé takahashi/divulgação)



Do tricô ao couro. Da lingerie ao smoking. Do esportivo ao brilho da festa. Em dois dias de desfiles do Minas Trend, deu para comprovar a diversidade da moda mineira, que ocupou a passarela para destacar os lançamentos do inverno 2019. Depois de ver as apostas dos criadores de roupas e acessórios, conclui-se que a próxima temporada de frio terá muitas cores e privilegiará técnicas artesanais. Nesta edição da semana de moda, o line-up se abriu para nomes além das fronteiras e o estado de Alagoas se juntou a marcas locais para apresentar um panorama nacional.


O desfile coletivo alagoano trouxe para Minas toda a força cultural do Nordeste. Duas modelos entraram na passarela com chapéus usados na festa folclórica Guerreiro, que têm formato de igreja e fitas coloridas. “Não estamos em desfile em Paris, então não podemos ter medo de ser regionais”, apontou o stylist Davi Leite. Para reforçar o conceito, muito trabalho artesanal, evidenciado pelas bolsas da Alana Tenório, que mistura vários materiais, entre eles palha, couro, pedraria e macramê, e pelas sandálias de couro de José Adilson Tavares Lima, que o mineiro conheceu no mercado de Maceió.


No total, 12 marcas desenvolveram peças exclusivas para o desfile. Como a ideia era mostrar do amanhecer ao anoitecer em Alagoas, a cartela de cores começou com tons claros até chegar ao preto. O linho apareceu em looks de Manu Mortari e Maneka, que apresentou uma moda plus size bem elegante. Os biquínis da Aquas Beachwear ganharam novas texturas com os acessórios do Atelier Criar e Endy Mesquita, que vestem como roupa. Surpreendeu também o trabalho de tricô e crochê de Sandra Cavalcante. Destaque para o vestido longo com flores de linha e bordados em cristais.


O smoking masculino deu o tom do desfile de Victordzenk. O estilista abusou da alfaiataria, mas do seu jeito, é claro. Um dos ternos, com listras coloridas, deixava o visual mais descontraído, enquanto os decotes reforçavam a feminilidade da marca. Para não perder de vista o traje de gala, alguns looks mostravam a clássica combinação de preto e branco e outros exibiam a faixa com pregas que faz parte do black tie. Havia também body com gola de smoking, macacão e casacos. Por outro lado, a coleção ganhou leveza com vestidos esvoaçantes, plissados, florais e transparência.


O couro de Patricia Motta chamou a atenção pelo novo tingimento. Inspirada na aurora boreal, fenômeno da natureza que colore o céu nos polos, a estilista desenvolveu peças com duas ou três cores em degradê. Fizeram parte da mistura tons de azul, verde e branco. Bordados com correntes e vidrilhos e detalhes em macramê de malha também se destacaram. Já os bordados de Denise Valadares entraram em clima western e mostraram arabescos e franjas característicos dos trajes dos caubóis. Acostumada a criar em cima do moletom, a estilista ampliou o mix de tecidos, que ia do tule ao jeans.
Chris Gontijo avisou: o desfile seria um convite às brasileiras para levar o loungwear para as ruas. Na passarela, robes, slip dresses e conjuntos que nem pareciam ser roupas de dormir ou ficar em casa. A estilista utilizou chifon, malha de algodão, veludo e rendas nos acabamentos. A estampa botânica, os patches de mariposa, sapo e besouro e os bordados florais coloriam as peças em tons neutros. No lado oposto estavam as cores escolhidas pela Manzan, de Uberlândia, que reforçou a tendência dos fluorescentes com amarelo, laranja e verde. Vestidos, macacões, saias e blazers tinham paetês, plumas e franjas.


COLETIVO Pela terceira vez, o Sindijoias-MG reuniu marcas de acessórios em desfile coletivo. Seis designers criaram peças inspirados na mensagem de poema do francês Charles Baudelaire, que propõe uma viagem metafórica por um mundo melhor. A stylist Bianca Perdigão teve a ideia de abrir e fechar com looks cheios de penduricalhos. “Quisemos criar uma confusão, de não saber o que é brinco, pulseira ou colar, e também mostrar a força do coletivo”, explicou. Para facilitar a identificação, cada marca usou uma modelagem diferente de roupa preta, todas desenvolvidas pela Plural.


A maioria dos designers trabalhou com metais. Na passarela, Bianca privilegiou o dourado. Alguns materiais chamaram a atenção, como a resina fosca utilizada pela Ateliê Chilaze para fazer um colar de correntes, enquanto SD por Sheila Morais conseguiu chegar a um amarelo bem vivo aplicando uma camada de verniz esmaltado em um colar de flores. Já Palone Design criou textura diferente com linhas amarradas ao metal e Letícia Sarabia transformou um cinto angulado em colar. Body chain (corrente para o corpo) continua em alta, como mostrou Hector Albertazzi.


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