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Perfil do inverno

Marcas participantes do maior salão de negócios do Brasil ditam o tom da próxima estação


postado em 04/11/2018 05:06

Skunk(foto: divulgação)
Skunk (foto: divulgação)



Como criar coleções seguindo as tendências em voga com resultados bem diferentes? Esta é uma reflexão pertinente para quem conferiu de perto os estandes das marcas participantes do salão de negócios, no Minas Trend, que terminou na última quinta-feira. A fórmula para encontrar a diferenciação pode ser a aposta no mix de referências que predominou nas últimas décadas do século 20.


Este foi o raciocínio da Fruta Cor, comandada por Lucas Bastos, na coleção Fragmentos. Fazendo referência ao nome, o trabalho é fragmentado em diversos estilos que conversam entre si e criam várias possibilidades para um visual único e com personalidade. Apostou-se na mistura de tecidos e materiais, trazendo novidades como o patchwork de estampas –animal print, florais e xadrezes - e texturas, metalizados, muito brilho e, como destaque, a volta das ombreiras. Além da visita aos anos 1970 e 1990, a inspiração vem dos estilos western e esportivo.


Se existe uma certeza para a estação é que os bichos estarão novamente soltos. Na UH Premium, onde eles sempre tiveram espaço, se juntam à linha jeans e à militar adornadas com transfers, aplicação de patches e bordados manuais, em parkas, coletes, calças. Palavras como fé, love, gratidão dão sequência ao tema do verão, em que se invocou a espiritualidade por meio do oponono. Além da onça propriamente dita, a estamparia explora o leopardo e a girafa. Em outra vertente, a linha festa da marca cresceu. “Os vestidos bordados em linha, fitas e aplicações de micros swarovskis tiveram muita aceitação entre nossos clientes. Hoje são 50% da coleção no segmento de pedidos”, explica Izabela Bicalho, proprietária e estilista da marca.


Os felinos também estão presentes na Bella Pelle, que continua sua vocação original para o couro, desta vez em cartela bastante colorida: neon, vermelho, lilás, vinho, verde, caramelo. Além das jaquetas trabalhadas e as calças montaria, curingas nas coleções, a malha fria é outro material importante – para o inverno, por exemplo, ganhou drapeados especiais. As estampas de gravataria marcam presença podendo fazer mix com o tricô ou com florais. O lurex é um ponto forte do trabalho.


O xadrez, como sempre, é confirmação certa para a estação mais fria do ano, mas pode extrapolar a versão tradicional do pied de poule ou pied de coq e aparecer em tom de rosa como na proposta da Anne Fernandes. Com um prêt-à-porter sofisticado e oferta de cerca de 300 itens, a marca investe em várias frentes, que passam pelos babados em camadas ou localizados, estampas de flores, couro trabalhado em alfaiataria impecável com detalhes em pespontos e bordados, cortes a laser - que ressurgem com sucesso -, rendas finas, tricôs, tweed com brilho.

Mix de padrões A mistura de xadrezes p&b em tamanhos diferentes ou com listras é um dos investimentos da Skunk, cuja coleção Conexões flerta com autodescobertas e empoderamento femininos e suas relações com o universo. As modelagens exploram sobreposições, mix de texturas, sombras e luz, alfaiataria e sua desconstrução. O animal print se mistura ao geométrico. Combinações em tricô, peles e brilhos são outra sacada.


Em se tratamento de alfaiataria, é bom ressaltar o maxicolete com cara de vestido, peça recorrente em algumas marcas, que promete emplacar. Os abotoamentos duplos também são evocados na estação. A Maracujá fez, mas o destaque da grife, agora, são os vestidos mais fluidos, em tons bem enérgicos, como o vermelho, amarelo e roxo. O pied de coq é colorido, a estampa com listras e os plissados, misturando tons na mesma peça, também. Na estamparia, flores pixeladas enormes e “amor perfeito” em mix de frutas berries se distinguem.


O “amor perfeito” ainda está presente na estampa da Unity Seven assim como é tema dos bordados gigantes com paetês de pet tingidos nas suas cores características. A flor combina bem com os tons violáceos pedidos pelo inverno, sobretudo com o roxo, que será o must da estação. Ainda sobre florais gigantescas: eles são a matéria prima da Marrô, segunda marca da M. Rodarte, ambas da área festa. Mais jovem e contemporânea, se distingue pela silhueta minimalista que faz das flores as protagonistas dos vestidos e saias. Em look total ou em barrados, imperam e chamam a atenção sem comprometer a elegância.


Já há algum tempo que as roupas voltadas para o setor party se despiram do excesso de bordados. Adepta da nova filosofia, a Kalandra lançou, desde a edição passada do Minas Trend, uma linha casual chique para atender o mercado. Sua nova coleção Papillon é baseada na metamorfose das borboletas, inspiração para a estamparia exclusiva e bordados delicados. A fluidez dos tecidos para a estação mais fria e bordados em linha de seda, os bordados em vidrilho, o corte a laser que cria efeitos 3D, os decotes ombro a ombro e mangas poderosas sobressaem. O hit da coleção são os modelos com tecidos de tela esportiva anos 1990.


Entre as tendências que continuam em evidência, os plissês ainda reinarão mais uma temporada. Mas o que está em voga no momento são os plissados com comprimentos assimétricos. Os poás também resistem: minimalistas, médios ou enormes ou em mix de tamanhos foram um dos itens mais pedidos pelos clientes da Strass, no salão de negócios mineiro. Vale a pena ressaltar a pitada de sensualidade que tomará conta do próximo inverno: os vazados laterais, que deixam o corpo à mostra, e um festival de fendas, das mais comportadas às mais ousadas. O brilho, desta vez, fica por conta do prata.


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