Jornal Estado de Minas

VÔLEI

Quem era Walewska?



Aquela menina alta, muito alta, chamava a atenção nos treinos da base do vôlei feminino do Minas. Seu nome, Walewska. A treinadora e uma das principais formadoras de atletas do esporte de Minas Gerais, Yara Ribas, dizia: “Ela se preocupa com todos os fundamentos. Quer aprender cada vez mais. Se esforça como poucas”.





Esse detalhe, aliás, está em seu livro, sua biografia, “Outras redes”, lançado recentemente. Na obra, Walewska reclama que as jogadoras atuais definem suas funções na quadra, antes de experimentarem todas as posições.

Assim era Walewska, uma jogadora preocupada com a formação das atletas. Por isso, dava conselhos a jogadoras mais novas, as que subiam do time juvenil para o adulto. Ela fazia todas treinarem em cada posição da quadra: defesa, passe, levantamento, ataque, bloqueio. Não é à toa que ela era uma ótima defensora.

Assim era Walewska, que, além do mais, era uma jogadora que procurava, dentro de quadra, estimular e incentivar as companheiras. Para ela, um time vencedor tem de pensar positivo e todos se ajudarem. Formar um todo. Esse era o segredo de títulos, como por exemplo do ouro olímpico, entre tantas outras conquistas.

E fora das quadras, uma menina exemplar, que se preocupava com a família, acima de tudo. Chegou ao ponto de largar a Seleção após a conquista do ouro em Pequim’2008. Voltou depois, com José Roberto Guimarães, que sabia da importância dela para ter um grupo vencedor.

Ela dizia que o tempo com a Seleção a privou do convívio com a família. Seu irmão, por exemplo, foi levado por ela quando foi jogar em Curitiba. Lá, ele sonhou com o futuro, estudou e se tornou piloto de avião.

Essa era Walewska.