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Estado de Minas POR UMA IDEIA VIÁVEL

Elaboração do plano de negócios é ferramenta necessária para tirar um projeto do papel


postado em 31/05/2015 06:09 / atualizado em 31/05/2015 09:32

Escolha do ponto e definição do público fazem parte dos tópicos que têm de ser equacionados antes de se empreender (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press)
Escolha do ponto e definição do público fazem parte dos tópicos que têm de ser equacionados antes de se empreender (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press)
Localização, custos do investimento, tipo de tributação e público-alvo. Antes de abrir um negócio, o empreendedor precisa elaborar um detalhado plano de negócios para conhecer um pouco mais do setor em que pretende investir. Sem detalhar cada ponto, o risco de o negócio não decolar é consideravelmente maior.

Segundo a analista do Setor de Comércio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG) Marli Simões Queiroz, o primeiro passo para quem quer ter sucesso é entender do ramo que vai investir. “Não basta achar que vai dar dinheiro”, diz. Ela cita o caso da abertura de uma loja de roupas: o investidor precisa identificar o tipo de público (infantil, masculino ou feminino), a classe social e outras especificações. “Em alguns casos, é preciso ter estacionamento em frente à loja”, pontua.

Mesmo sem dinheiro, Marli diz que é possível fazer um plano de negócios. O Sebrae disponibiliza consultores para prestar auxílio aos empreendedores. Na parte mercadológica, o empresário pode ir ao local previsto para o empreendimento para conhecer melhor a região. “Até mesmo entrar no concorrente para buscar informações vale a pena”, afirma a analista. Segundo ela, um sobrinho abriu uma franquia de cosméticos, mas não soube avaliar os custos que teria. Fechou as portas em seis meses. “Ele avaliou o ponto pela fama do local, mas o retorno não era suficiente para cobrir os custos”, explica.

Diretrizes O Sebrae-MG disponibiliza um software que traça todas as diretrizes do negócio. Ao apresentar os custos fixos (aluguel, salários etc.) e variáveis (comissões, aquisição de produtos etc.), o investidor saberá de imediato a lucratividade e o prazo para ter retorno. São lançados o total vendido mensalmente, os gastos com funcionários, os encargos sociais, aluguel e todos os outros itens que compõem a receita e o custo da empresa. O resultado mostra se o negócio é lucrativo ou deficitário em um primeiro momento, indicando que, para ser viabilizado, precisa de ajustes.

“Muitas vezes, os custos fixos são impossíveis de ser reduzidos, como aluguel. Então, é preciso criar formas de aumentar a receita. Em casos extremos, é preciso ser firme para dizer que o negócio é inviável”, afirma o consultor do Sebrae-MG Sebastião Moreira Santos. Nesse caso, as opções são aumentar o mix de produtos e contratar uma consultoria de marketing, entre outros.

Um erro comum aos empresários, segundo o consultor, é misturar o dinheiro da empresa com o pessoal. Ele alerta que é preciso diferenciar os dois. Exemplo: um mês em que o faturamento é mais alto, esse dinheiro deve ser usado para futuros investimentos, em vez de ser aplicado para usos domésticos.

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