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Estado de Minas ESPECIAL RIO+20 REFLEXÕES - EDITORIAL

Um balanço da sustentabilidade


postado em 02/07/2012 11:11 / atualizado em 02/07/2012 11:43

No Brasil e no mundo, nunca se discutiu tanto sobre meio ambiente como entre os dias 13 e 22 deste mês. No Rio de Janeiro, estavam empresários, profissionais da área ambiental, representantes de ONGs, índios das mais diferentes tribos e chefes de Estado e de governo de todas as partes do mundo. A pauta era uma só: meio ambiente. Os empresários procurando mostrar que haviam incorporado a variável ambiental em suas atividades; os ambientalistas cobrando do poder público e também dos empresários ações mais enérgicas; os profissionais do setor apresentando e debatendo as novas tecnologias; e os chefes de Estado e de governo tentando fechar um acordo que não lhes criasse problemas em seus respectivos países e, ao mesmo tempo, não constituísse um retrocesso ambiental.

Tudo isso foi a Rio+20. O documento final do encontro foi muito criticado, principalmente pelas ONGs, porque seria pouco ambicioso. Já o governo brasileiro, anfitrião da conferência, afirma que o evento foi um sucesso. A realidade tem mostrado que em eventos do porte do que foi a Rio+20 não se deve esperar muito por propostas que sejam amplamente consensuais. Principalmente em se tratando do momento atual, marcado pela crise que afeta as economias europeias. E, antes de mais nada, é bom lembrar: desenvolvimento sustentável tem custo. E alguém tem que pagar essa conta.

Para fazer um balanço do que foi a Rio+20, o Estado de Minas convidou quatro profundos conhecedores da área ambiental a fazer uma reflexão sobre o assunto. Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), fala sobre a importância do desenvolvimento sustentável; o geógrafo Roberto Messias Franco, ex-presidente do Ibama, retrocede não à Rio-92, mas à primeira conferência da ONU sobre meio ambiente, a que foi realizada em Estocolmo, na Suécia, para falar dos avanços e dos desafios; Fábio Rubio Scarano, da Conservação Internacional, escreve sobre a Rio+20 do ponto de vista das ONGs ambientalistas; por fim, o professor Luiz Pinguelli Rosa, um dos principais especialistas brasileiros em energia, analisa a Rio+20 sob o enfoque da matriz energética e de seu impacto sobre o clima. A eles, pedimos que os artigos respondessem à seguinte questão: Para onde vamos?

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