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Estado de Minas

Capa do Estado de Minas é destaque nas redes sociais


postado em 07/12/2012 08:21

(foto: Estado de Minas/Reprodução)
(foto: Estado de Minas/Reprodução)
A capa do Estado de Minas do primeiro dia sem Oscar Niemeyer foi assunto dos mais comentados nas redes sociais. @RogerioPBorges, de Goiânia, mestre em estudos literários e linguística pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e doutor em comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), escreveu no Twitter: “Oscar Niemeyer: capa do jornal Estado de Minas está, simplesmente, irretocável. Maravilhosa. É pra guardar”. A professora Maria Antonia Moreira, no Facebook, registrou: “Bela capa do Estado de Minas, justa homenagem ao grande mestre Niemeyer”.

“Uma linha conduz o efêmero ao eterno”, abre a chamada. A página, em traço ininterrupto, criado por Janey Costa, editor de Artes do jornal, traz o nascimento do menino Oscar, em 15/12/1907, logo abaixo do cabeçalho. A arte curvilínea faz expandir o perfil do homem que eternizaria o concreto em forma e poesia. No sobe e desce do que faz discretos a linha e o reto, ergue-se abaixo da dobra do papel – em direção ao coração do arquiteto – o complexo da Pampulha, nos anos 1940. Na sequência, as ideias e realizações de Oscar ultrapassam as fronteiras do país e rompem o espaço público universal com a Sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, nos Estados Unidos.

Brasília, a capital federal, é novo marco no traçado da capa do EM, em homenagem ao gênio das curvas. É onde entra a assinatura Niemeyer – naquela medida, nome do mundo. Mais abaixo, não menos curvo e horizontal, seguem o Sambódromo, no Rio, e o Memorial da América Latina, em São Paulo. O Museu de Arte Conteporânea, em Niterói, é outra obra de passagem no largo de infinito. Ao pé da criação, novo marco em Minas Gerais com a Cidade Administrativa. Na linha de fim do sem fim, uma data: 5/12/2012 – assim, sem ponto final.

Homenagens

O Conselho de Chanceleres do Mercosul decidiu conceder, post mortem, o título de Cidadão Ilustre do Mercosul a Oscar Niemeyer. A reunião, ontem, começou com um minuto de silêncio em homenagem ao arquiteto, criador do Palácio do Itamaraty, a sede da diplomacia brasileira. A proposta de outorgar o título foi da delegação venezuelana, que faz sua primeira participação como membro pleno do Mercosul. Também o Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco fez um minuto de silêncio em memória do arquiteto. A homenagem, a pedido do governo brasileiro, serviu para lembrar o prêmio Unesco que ele recebeu em 2001, na categoria Cultura.

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