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Estado de Minas

"Perdi a pessoa que mais gostava no mundo", diz viúva de Niemeyer

Vera contou que alguns dias antes de morre, Niemeyer disse que queria receber alta hospitalar para continuar trabalhando.


postado em 06/12/2012 14:38 / atualizado em 06/12/2012 14:43

Muito emocionada com a morte de Oscar Niemeyer, a viúva do arquiteto falou com a imprensa nesta quinta-feira. "Perdi a pessoa que mais gostava no mundo, que mais amei. Vai ser difícil, mas o tempo passa. Estou muito fragilizada", disse Vera.

Ela contou que, na terça-feira (04), Niemeyer disse que queria comer um pastel e tomar café. "Não saí de perto dele em nenhum momento, nem nos melhores, nem nos piores. Acompanhei tudo." Há alguns dias, Niemeyer havia dito à mulher que precisava deixar o hospital para continuar trabalhando. "Ele disse: 'tenho que ir embora. Meus trabalhos estão atrasados'. E falava para o enfermeiro: 'temos que fazer o nosso samba'."

De acordo com Vera, ele estava reagindo bem ao tratamento, "mas de repente foi ficando quietinho, quietinho". Ela contou que vai atender ao desejo do marido de editar um livro que haviam idealizado juntos, além da revista da Fundação Oscar Niemeyer. "Foi a única coisa que eu prometi a ele. Ele queria ser lembrado como uma pessoa digna, honesta e amiga, como sempre foi."

Ao retornar ao Rio, o corpo do arquiteto deve ser levado para o Palácio da Cidade, para uma cerimônia fechada. O velório aberto ao público deve ocorrer na manhã da sexta-feira (07), e o enterro, à tarde, no Cemitério São João Batista. O governador Sérgio Cabral (PMDB) decretou luto de três dias no Estado.

Niemeyer estava internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, desde 2 de novembro. Inicialmente vítima de desidratação, ele também teve problemas nos rins e era submetido a hemodiálise, além de fisioterapia respiratória. Na manhã da quarta-feira, o arquiteto sofreu uma parada cardíaca e sua respiração passou a ser mantida por aparelhos. O arquiteto completaria 105 anos no próximo dia 15.

O velório no Palácio do Planalto, sede do governo federal e obra de Niemeyer, foi proposto pela presidente Dilma Rousseff, que ligou para a família do arquiteto assim que soube de sua morte. Em nota oficial, a presidente lamentou a perda do "grande brasileiro".

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