Uma das espécies que vêm atraindo os olhares dos aquaristas e ganhando cada vez mais o mercado pet é o cavalo-marinho. O peixe pertence ao gênero Hippocampus, nome dado em referência aos seres fictícios da mitologia grega, filhos de Poseidon – deus do mar, cuja parte superior do corpo era como a de um cavalo com crina membranosa e a parte inferior era parecida com a de um golfinho.
O cavalo-marinho nada com o corpo na vertical, movimentando rapidamente as barbatanas, e é, muitas vezes, confundido com plantas marinhas e corais, pois exibe mimetismo, ou seja, tem características que se aproximam de outros organismos, podendo até trocar de cor.
São seres que atingem no máximo 15 centímetros e um peso de 50 a 100 gramas. Seu hábitat são águas de regiões de clima temperado e tropical. Pelas suas características, é um peixe bem frágil, necessita de muita atenção e cuidado para viver em aquários, pois qualquer mudança ou impacto poderá levá-lo à morte.
Para aqueles que desejam ter um aquário com esses peixes, é bom saber que é um tanto trabalhosa, além de ter um custo alto, pois a manutenção deve ser realizada com bastante frequência para evitar o acúmulo de fungos e bactérias. Segundo o aquarista e biólogo Lucas Peixoto, é aconselhável criar de dois a quatro cavalos em um aquário de 100 litros em média e deve ser instalado longe do sol ou onde ele não bata com tanta frequência.
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'Como são peixes bem sensíveis, é aconselhável que sejam adquiridos já amadurecidos, até mesmo para saber que se está comprando um peixe livre de doenças. Então, quando comprar um, certifique-se de que ele já esteja adaptado para viver em aquário', ressalta o biólogo. Os parâmetros da água mais adequada são: pH de 8 a 8,3, gravidade variando entre 1,020 a 1,025. Não deve haver presença de amônia nem nitritos.
Ele se alimenta de pequenos moluscos, vermes, crustáceos e plânctons, sugados pelo focinho tubular. São peixes bem sociáveis, podendo viver com outras espécies. 'Esses animais são bem tranquilos e nadam bem devagar. Então, quando introduzir outra espécie no aquário, atente-se para que seja tão lenta quanto o cavalo-marinho, para não estressá-lo', ressalta Peixoto.
Curiosidade
Durante a reprodução, a cauda do macho se entrelaça com a da fêmea e os dois ficam imóveis. A fêmea deposita óvulos dentro de uma bolsa que o macho tem na base da cauda, onde são fertilizados. Em cerca de dois meses, o macho começa a sentir contrações para expelir os filhotes, que são muitos – cerca de 350.