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Estado de Minas MINAS+VIVA

Discussões avançam com exemplos ligados aos jovens, às cidades e à sabedoria popular

Experiências reais de desenvolvimento sustentável foram apresentadas


postado em 08/08/2012 17:36 / atualizado em 08/08/2012 18:37

Apresentação de jovens do Instituto Kairós emocionou a plateia nesta quarta-feira no Teatro Alterosa(foto: Juliana Flister /Esp EM / DA Press)
Apresentação de jovens do Instituto Kairós emocionou a plateia nesta quarta-feira no Teatro Alterosa (foto: Juliana Flister /Esp EM / DA Press)
As discussões do Minas+Viva avançaram na tarde desta quarta-feira com a apresentação de exemplos de sucesso. O Plug Minas, programa mantido pelo governo do Estado que oferece uma série de atividades para jovens de 14 a 24 anos, alunos de escolas públicas de Belo Horizonte, foi apresentado por Adriana Barbosa, gerente executiva do projeto.

O Plug Minas ocupa uma área com cerca de 70 mil metros quadrados no bairro Horto, região leste, onde antes funcionava uma unidade da Febem, desativada em 2003. Hoje os prédios abrigam escolas de fotografia, design, arte, teatro, música, idiomas, jogos digitais e outras atividades, além de apoio aos professores.

Adriana apresentou os núcleos do espaço – Valores de Minas, Oi Kabum!, Empreendedorismo Juvenil, Amigo do Professor, Inove – Jogos Digitais e Caminhos do Futuro – e mostrou como a cultura é um caminho para promover o desenvolvimento humano, social e econômico. “A juventude não pode ser encarada apenas como um momento de passagem da infância para a idade adulta. Os jovens são fundamentais para a sustentabilidade”, definiu.

No processo seletivo de 2012, o Plug Minas recebeu a inscrição de 14.114 jovens. “A articulação dos saberes promovda na rotina do projeto pode, sim, ser replicada para outras iniciativas”, concluiu a gerente.

Nossa BH
Em seguida, Gláucia Barros, representante da Fundação Avina, parceira do Instituto Ethos no Movimento Nossa BH, organização não governamental que trabalha com o conceito de cidades sustentáveis, apresentou ideias para que a sustentabilidade seja entendida para além do meio ambiente. “O conceito de cidades sustentáveis sensibiliza, mobiliza e oferece ferramentas para que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável”, explicou Gláucia.

Segundo ela, mais da metade da população mundial vive em cidades. No Brasil, o índice chega a 85% da população. Mas 180 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza nas cidades da América Latina e 80% das emissões mundiais de gases causadores de efeito estufa vêm dos centros urbanos. “Com a plataforma de cidades sustentáveis, construímos uma agenda de indicadores e boas práticas, para mostrar que aquilo que sonhamos já acontece em outros lugares", declarou a palestrante.

Uma das estratégias utilizadas pela iniciativa é mobilizar os candidatos às eleições. Em 2012, 800 deles assinaram o compromisso com pelo menos 100 indicadores básicos. Caso sejam eleitos, os futuros prefeitos e vereadores terão que apresentar, com prazo máximo de 120 dias após o início do mandato, um plano de melhoria dos indicadores.

Na plataforma, é possível verificar a situação de cada capital, de forma comparativa. No indicador de mortalidade neonatal precoce, por exemplo, Belo Horizonte está no 13º lugar. Vitória é a capital mais bem avaliada nesse quesito e Porto Velho, a pior. “O objetivo é traçar um planejamento mais coerente com as demandas reais da comunidade”, concluiu Gláucia.

Kairós
A arquiteta Rosana Bianchini, fundadora do Instituto Kairós, encerrou as apresentações desta quarta. O Kairós é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, sediada no distrito de São Sebastião das Águas Claras, mais conhecido como Macacos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde 2002, ele realiza ações que visam o planejamento ambiental e ampliam a participação sociocultural e econômica das comunidades nos processos de desenvolvimento.

O Instituto já ganhou mais de 20 prêmios e certificações e envolve, diretamente, cerca de 600 pessoas da comunidade, resgatando a história e a identidade local, as receitas, o artesanato, para envolver os moradores. Em parceria com empresas e entidades governamentais, o próximo passo será revitalizar toda a vila de Macacos.

O projeto abrange oficinas de música, teatro, artes, física lúdica, práticas ambientais, circo, esportes, informática, apoio escolar, além de ações voltadas à formação de educadores, à valorização dos idosos e da cultura oral da localidade, proporcionando a articulação de um trabalho de rede social, envolvendo as famílias, a escola e a comunidade em geral.

A apresentação dos alunos do projeto Rede Escola Viva, realizada na manhã de hoje, emocionou a plateia do Minas+Viva. “Isso é resultado de ação colaborativa e da valorização da comunidade. Para mudar o mundo, temos que nos aproximar do nosso povo e começar a crescer a partir de sua sabedoria”, concluiu Rosana.

Nesta quinta-feira, no Espaço CentoeQuatro, os debates seguem com foco na gastronomia, cultura e marketing, a partir das 9h.

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