Publicidade

Estado de Minas

Da fábrica para a mesa de jantar

Segurança e saúde estão firmemente associadas à reputação das marcas no ramo alimentício e a decisão de consumo, nesse caso, leva esse prestígio mais a sério que em outros segmentos


postado em 21/12/2014 09:26

Linha de produção da Pif Paf, que cresceu 80% nos últimos três anos e cujo mix de produtos já conta com mais de 300 itens(foto: Mario Castello/Esp. EM/D.A Press)
Linha de produção da Pif Paf, que cresceu 80% nos últimos três anos e cujo mix de produtos já conta com mais de 300 itens (foto: Mario Castello/Esp. EM/D.A Press)

Quando a análise do consumidor atinge produtos ou serviços que envolvem a saúde humana, a confiança nos processos de produção e origem ganham maior peso. Decidir o que deve ser levado para a mesa, avaliando a qualidade, mas observando também a boa relação custo/benefício é uma escolha do cliente que contribui para sua fidelização a determinadas empresas. O estudo as Marcas Mais Prestigiadas de Minas aponta, em um de seus rankings, as organizações campeãs no segmento de alimentos, que se destacam pela qualidade dos produtos oferecidos, mas também pela relação com o seu público consumidor. O ranking avalia seis aspectos: qualidade do produto e serviço, admiração e confiança, compromisso social e ambiental, inovação, histórico e evolução e ambiente de trabalho.

Com grandes campanhas de marketing ou apostando no modelo propagado pelo próprio consumidor, seja pelo conhecido boca a boca ou pelos meios digitais, cada vez mais as marcas dão maior atenção à opinião de seu público consumidor. “Quando o produto em questão envolve a saúde humana, a segurança alimentar passa a ser um item importante no momento da compra”, explica Marcelo Moraes, doutor em marketing e estratégia e consultor do Grupo Rota. Segundo ele, o setor de alimentos é um exemplo de onde existe uma grande ênfase à qualidade e à segurança. “Hoje, a reputação é um patrimônio construído. Muitas marcas valem mais que a própria empresa. Muitas vezes, no momento de fazer sua escolha o consumidor opta por um determinado produto de sua confiança, mesmo pagando mais caro por ele. ”

O Café 3 Corações aposta na criação de laços duradouros com a comunidade. O presidente do grupo, Pedro Lima, considera que a reputação é o maior ativo que carrega um cidadão, uma marca ou uma empresa. “A forma como a empresa investe na qualidade de seus produtos, se relaciona com a comunidade, e paga seus impostos é responsável pela sua credibilidade e reputação ao longo dos anos.”

O Grupo 3 Corações deve faturar R$ 2,7 bilhões em 2014, crescimento de 12% frente ao ano anterior. Segundo Lima, em 2015, começam as obras da fábrica do Café 3 Corações em Montes Claros, com investimentos previstos de R$ 45 milhões para a primeira etapa da obra e outros R$ 40 milhões na segunda fase. A operação está prevista para 2016. O Café 3 Corações tem 60% de participação no mercado da Grande BH e 36% de participação no estado. O trabalho para se manter bem avaliada por seus consumidores é diário, segundo Lima. Para explicar o peso da reputação, ele cita Darcy Ribeiro, antropólogo mineiro de Montes Claros, onde a 3 Corações abre sua próxima fábrica: “O povo não entende nada, mas sabe de tudo”.

Com cinco fábricas, sendo quatro em Minas e uma em Goiás, além de 12 unidades produtivas, a Pif Paf Alimentos deve faturar perto de R$ 1,8 bilhão em 2014. Nos últimos três anos, o crescimento da empresa, que tem sede em Belo Horizonte, foi de 80%. Especializada no processamento de aves, suínos, massas e vegetais, seu mix de produtos contempla mais de 300 itens. Há 45 anos no mercado, a empresa tem perto de 8 mil empregados diretos e 60 mil clientes. Atua nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul da Bahia, além de exportar para diversos países. Para a Pif Paf, um dos motivos da boa reputação alcançada pela empresa entre seu público consumidor vem dos investimentos em qualidade e inovação.

Há mais de 30 anos, o carioca que já sente parte mineiro Luiz Carlos Mendes Costa, diretor-superintendente da Pif Paf, foi o responsável por fazer crescerem, em Minas Gerais, as atividades da empresa, que nasceu no Rio de Janeiro. “Nenhum produto é lançado sem antes seguir princípios muito enraizados pela empresa e testados por consumidores comuns. A reputação, para a Pif Paf, é fundamental, o que fez com que a empresa conseguisse atravessar bem diversas crises enfrentadas pelo país”, observa o executivo.

Capaz de ir a um supermercado distante de casa para levar o específico queijo de minas de sua preferência, a chefe de cozinha Maria do Carmo Cunegundes diz que observa sempre o custo/benefício das marcas e costuma consumir produtos “com respaldo”. Ela conta que tem as marcas de sua preferência, mas destaca também a importância de uma boa indicação. “Costumo experimentar produtos bem indicados por amigos e familiares.” Maria do Carmo considera que, no ramo de alimentos, o sabor e a aparência do produto são importantes, mas, para ela, a qualidade é o item principal. Segundo a chefe de cozinha, existe um segredo para permanecer firme no mercado, cultivando gerações de consumidores. “Ouvir bastante. A empresa deve estar bem atenta ao que é dito pelos seus clientes, ouvir suas opiniões, interagir ao máximo”, sugere.

Criada em 1937, a marca Vilma Alimentos nasceu 12 anos depois da criação da primeira unidade de produção da empresa, aberta em 1925. Em 2015, a empresa especializada no processamento de alimentos derivados do trigo, principalmente massas, mistura para bolo e farinhas, completa 90 anos. Para o superintendente de marketing da empresa, Eugênio Almeida, a reputação da Vilma Alimentos está ligada também a importante escala de valores: “Surpreender e conquistar consumidores e clientes com alimentos inovadores e práticos, fazendo parte do dia a dia de todos, faz parte dos valores da empresa.” Segundo o executivo, ter produtos bem conceituados entre o público consumidor também é fundamental para a manutenção da reputação da empresa.

Com sede em Minas e faturamento anual de R$ 600 milhões, a Vilma Alimentos gera perto de 2,5 mil empregos diretos e indiretos. Seu parque industrial produz 40 mil toneladas ao mês de produtos, entre farinhas, misturas, massas, especiarias, condimentos e temperos.

O estudo as Marcas Mais Prestigiadas de Minas elegeu, no ano passado, as empresas de maior reputação também no setor de alimentos. Veja o ranking com as oito companhias melhor avaliadas no ramo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade