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Estado de Minas 2011

Tipo de entrevistado influencia avaliação


postado em 18/10/2011 10:40 / atualizado em 07/11/2012 19:58

A pesquisa de 2011 sobre as marcas de maior prestígio em Minas (veja o quadro com a classificação geral das 60 marcas) também gerou resultados agrupados por quatro características nas quais se enquadram os mais de 4,5 mil respondentes: sexo, idade (pessoas de até 29 anos ou que já passaram dos 30), local de residência (capital ou interior) e renda mensal (menor ou maior que R$3mil). Nessa segmentação, houve interessantes variações em comparação ao ranking final, sobretudo na lista das dez empresas mais bem avaliadas em cada um dos estratos.

No caso da avaliação pelo gênero dos entrevistados, o que se verifica é que as marcas relativas a gêneros alimentícios gozam de maior a preço entre as mulheres. A Itambé, que ocupa a sexta posição entre as dez preferidas pelos homens, em um universo de 60 organizações pesquisadas, sobe para a terceira colocação no crivo do público feminino. Algo semelhante acontece com a Pif Paf Alimentos, que sequer figura entre as dez melhores, entre o público masculino, e é elevada à oitava posição pelas mulheres.

IDADE
A idade das pessoas provoca, igualmente, reflexos na percepção que fazem do prestígio das marcas. O que mais chama a atenção, segundo o diretor da Ideia Comunicação Levi Carneiro, um dos coordenadores do estudo, é o fato de empresas públicas, tradicionais e com longa trajetória –a Cemig e a Copasa – merecerem melhores avaliações do público que tem menos de 29 anos. "A Cemig fica em primeiro nessa faixa etária, ultrapassando a Fiat, que é a preferida entre os consumidores com 30 anos ou mais. E a Copasa ostenta a terceira posição nesse grupo, enquanto entre os mais velhos é a sexta colocada", diz.

O mesmo ocorre com as marcas Pif Paf e Banco Mercantil do Brasil, que não aparecem no top 10 entre os respondentes de mais idade e, em se tratando dos que ainda não fizeram 30 anos, ocupam o ranking das preferidas em oitavo e décimo lugar, respectivamente." Isso também acontece, como era de se esperar, com a Telemig Vivo, sexta colocada entre os jovens e não presente na lista dos mais velhos", afirma Levi, lembrando a identificação da marca como público de faixa etária mais baixa, geralmente adepto de primeira hora das novas tecnologias
da comunicação.

Já entre os respondentes com idade superior a 30 anos, o destaque é o surgimento, na lista das dez marcas principais, da construtora Mendes Júnior, que não consta da mesma relação formada a partir da opinião dos mais jovens. A explicação mais provável é que a empresa não seja, de fato, tão conhecida por quem, nos anos 1970 e 1980, período de maior exposição pública da construtora, sequer tinha nascido ou era muito novo para acompanhar o mercado no qual ela atua.

CAPITAL X INTERIOR
O local de residência também altera o resultado em relação ao ranking geral da pesquisa. Mas, de acordo com Levi Carneiro, os novos posicionamentos de algumas empresas são até esperados.
"É claro, por exemplo, que a força da Drogaria Araujo, segunda colocada na capital e fora da lista das dez mais no interior, e do Hermes Pardini, nono na capital e também ausente do top 10 do resto do estado, se explica pela maior concentração dos negócios de ambos em Belo Horizonte e região", afirma.

Isso também ocorre com a Vilma Alimentos (décima na lista da capital e não mencionada no top 10 do interior). Já entre as marcas mais admiradas em regiões de Minas que não a de sua principal cidade,os destaques são a Pif Paf (décima no interior e ausente da lista de dez mais da capital), a Copasa (terceira na capital e sétima no interior) e a Telemig Vivo (nona no interior e ausente na relação das mais bem avaliadas na capital).

Duas representantes do segmento de metalurgia e siderurgia, cujas unidades principais são no interior mineiro, também experimentam isso na pesquisa: a Gerdau é quarta colocada no interior e sexta em Belo Horizonte e a Votorantim Metais não aparece na lista das dez principais da capital, mas é a sexta na relação do interior.

Na divisão por faixa de renda, duas alterações chamam a atenção: a Fiat, talvez em razão do aumento da concorrência no mercado de carros mais sofisticados, cai do primeiro lugar entre os consumidores que ganham até R$ 3mil para o quarto entre os que recebem mais que isso; e a Telemig Vivo, que oferece muitos serviços voltados aos clientes de serviços pré-pagos, é a décima entre os de menor renda e não aparece na lista das principais marcas entre os mais ricos.

(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)

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