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Estado de Minas

Além de Heróis, outras produções audiovisuais e livros cobrem a participação brasileira na guerra

Média-metragem tem quarto episódio divulgado e prova: está em boa companhia quando o assunto é o maior conflito armado da história


postado em 09/08/2011 08:25 / atualizado em 09/08/2011 08:44

(foto: Divulgação)
(foto: Divulgação)

Dirigido pelo mineiro Guto Aeraphe, o recém-lançado média-metragem Heróis engrossa a lista de produtos culturais brasileiros cuja temática é a participação do país na Segunda Guerra Mundial. Focada nos brasileiros que atuaram na Batalha de Montese, na Itália, a película de 35 minutos terá seu penúltimo episódio disponibilizado a partir de hoje no hot site especialmente desenvolvido pelo site www.em.com.br. O Jornal da Alterosa veiculará matérias sobre o filme hoje, às 13h, na emissora.

Veja a quarta parte de Heróis!

Na área audiovisual, há títulos como o documentário Senta a pua!, do diretor Erik de Castro, lançado em 1999. O foco está em pilotos da Força Aérea Brasileira que atuaram na guerra, tendo como base o livro homônimo do brigadeiro Rui Moreira Lima. Há depoimentos dele e de outros que combateram no conflito, inclusive. Em 2008, Rui lançou outro livro, O diário da guerra (Adler), no qual narra suas experiências profissionais.

Já o novo Corações sujos, que abriu mês passado o 4º Festival de Cinema de Paulínia, em São Paulo, apresenta ponto de vista diferente: o dos imigrantes japoneses no Brasil. Em 1946, quando a guerra já havia acabado, a maioria deles não aceitava a derrota do Japão. Sem acesso a informações originadas em seu país, julgavam que os fatos eram, na verdade, propaganda inimiga e isso motivou uma série de conflitos. A história é contada no livro de mesmo nome do escritor Fernando Morais.

Outro filme brasileiro baseado no mesmo episódio histórico é For all – O trampolim da vitória, de Luiz Carlos Lacerda e Buza Ferraz, centrado na convivência entre brasileiros e soldados norte-americanos na base de Parnamirim Field, em Natal (RN). Cerca de 15 mil soldados estrangeiros passaram por lá, o que alterou a rotina local.

Letras
No campo dos livros, destaque para Guerra em surdina (Cosac Naify), de Boris Schnaiderman. Intérprete da literatura russa no Brasil, ele era um dos cerca de 25 mil soldados brasileiros que combateram na Itália. Nesse título de ficção, ele narra a trajetória dos combatentes da Força Expedicionária Brasileira, da convocação à volta para o Brasil. A história é contada a partir de perspectivas individuais. Outro título é O inverno da guerra (Objetiva), coletânea de reportagens de Joel Silveira, que cobriu a guerra para os Diários Associados.

Saiba mais
Destaque para três mineiros

No filme Heróis, três mineiros ganham destaque na visão de Guto Aeraphe. Geraldo Baêta da Cruz (de Entre Rios de Minas), Arlindo Lúcio da Silva (de São João del-Rei) e Geraldo Rodrigues de Souza (de Rio Preto) são apenas três dos milhares de brasileiros que lutaram na Itália, mas a história deles chamou a atenção do diretor: durante patrulha, foram surpreendidos pelos alemães, mas não se renderam e lutaram até a morte, conquistando reconhecimento dos inimigos.

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