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Estado de Minas

MEC não vai avaliar alfabetização dos estudantes brasileiros este ano

Teste para os anos iniciais dos ensino fundamental foi excluído do Saeb 2019 e só deve voltar a ocorrer em 2021, a pedido da recém-criada Secretaria de Alfabetização


postado em 25/03/2019 18:43

(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press )
(foto: Bruno Peres/CB/D.A Press )

O Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) deste ano não avaliará a alfabetização dos alunos nos primeiros anos do ensino fundamental. Segundo o Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a avaliação foi adiada para o Saeb de 2021 a pedido da Secretaria de Alfabetização do Ministério da Educação (MEC).

Segundo nota no Inep publicada na internet, a exclusão neste ano da verificação de alfabetização busca dar tempo para que todas as escolas implementem a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e se ajustem "às políticas de alfabetização propostas pela referida Secretaria".

A portaria que explicita quando e para que turmas os testes serão aplicados foi publicada nesta segunda-feira (25/3), no Diário Oficial da União. Serão avaliadas, entre 14 e 25 de outubro, todas as escolas públicas e uma amostra de escolas privadas que oferecem o 5º e o 9º ano do ensino fundamental, e a 3ª e 4ª séries do ensino médio. De acordo com o Inep, espera-se que o Saeb de 2019 tenha público recorde. O objetivo do programa é medir o aprendizado dos estudantes brasileiros em língua portuguesa e matemática, além de subsidiar o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Nos anos anteriores

No anos anteriores, a prova de alfabetização media a capacidade de escrita, leitura e matemática dos alunos. No Saeb 2017, estudantes do 3º anos do ensino fundamental fizeram a prova e mais da metade revelou-se com conhecimentos insuficientes. No fim do ano passado, o governo de Michel Temer alterou a aplicação da prova para os estudantes do 2º ano do fundamental, mas a portaria desta segunda elimina a prova neste ano.

A Secretaria de Alfabetização, que requereu o adiamento, foi criada no governo Bolsonaro e é comandada por Carlos Nadalim.

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