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Estado de Minas

Ministros do STF negam habeas corpus a Bruno e goleiro segue preso

Entre os argumentos usados pelos julgadores para manter a prisão do atleta estão a 'alta periculosidade do réu' e a intranquilidade que iria gerar à sociedade caso fosse solto


postado em 11/06/2013 16:12 / atualizado em 11/06/2013 17:16

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negaram, por unanimidade, na tarde desta terça-feira, o pedido de soltura do goleiro Bruno Fernandes, condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo sumiço e morte de Eliza Samudio. Entre os argumentos usados para manter a prisão do atleta estão a "alta periculosidade do réu" e a intranquilidade que iria gerar à sociedade caso fosse solto.

O julgamento começou às 13h45, com a sustentação oral do advogado Lúcio Adolfo. O defensor usou como argumento a prisão domiciliar. "Primeira coisa que falei é que a prisão é provisória, já que recorri da condenação. Também falei que Bruno está no período em que ele é bastante produtivo, já que é goleiro. E com isso, poderia trabalhar para sustentar o filho", explica o defensor.

O ministro Teori Zavascki, relator do recurso, afirmou que não houve nenhuma ilegalidade no processo. Para ele, "por conta da periculosidade do goleiro e pelo modus operandi do crime", todos os pedidos de liberdade negados foram corretos. Zavascki informou também que a soltura do atleta traria "intranquilidade para a sociedade" por causa da brutalidade do crime. A decisão foi seguida pelos outros ministros.

Lúcio Adolfo não concordou com os argumentos usados pelo ministro, porém, afirma que tem outra carta na manga para tentar a liberdade de Bruno. "Eles decidiram apenas sobre a liberdade e não sobre a prisão domiciliar, porque entenderam que se fizessem o julgamento, seria supressão de instância. Isso porque, o pedido tem que ser negado pela juíza do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), depois pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), para só depois chegar ao STF. As duas primeiras partes já foram feitas, agora vou fazer um novo pedido ao STF", afirma o advogado.

O ex-defensor do goleiro Bruno, Rui Caldas Pimenta, que fez o pedido de liberdade julgado nesta terça-feira, ficou irritado pelo fato de ter sido destituído mais uma vez pelo atleta. "Eu cheguei para fazer a sustentação oral, mas logo recebi uma procuração assinada pelo Bruno autorizando o Lúcio Adolfo a lhe defender. Ele tinha uma chance boa de conseguir a liberdade com os argumentos que eu tinha. Agora, não vejo mais chance de ele sair da cadeia não", disse o advogado.

Bruno está preso na Nelson Hungria desde junho de 2010. Em 8 de março ele foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Eliza, além de sequestro do filho do casal, com pena total de 22 anos e três meses. Para ter direito à progressão do regime fechado para o semiaberto, em que poderia sair diariamente para trabalhar, Bruno tem que cumprir sete anos, nove meses e 15 dias de prisão.

Outros quatro réus do processo também já foram julgados. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de infância e braço direito do goleiro Bruno, foi condenado a 15 anos de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado. Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foi sentenciada em cinco anos pelo sequestro de Eliza e do filho dela. O ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como o executor da modelo, foi condenado a 22 anos e 360 dias por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Já Dayanne Rodrigues, ex-mulher do atleta, foi absolvida.

Paternidade de Bruninho é questionada

O advogado Lúcio Adolfo afirmou que vai pedir um exame de DNA no filho de Eliza Samudio para confirmar se o filho de Eliza é mesmo de Bruno. "Surgiu um boato de que o garoto não é filho dele. Como há essa suspeita, vamos fazer o DNA para confirmar ou não a paternidade", disse.

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